CartaExpressa

Campos Neto vai assumir cargo no Nubank após fim de quarentena do Banco Central

O contrato como vice-presidente e chefe global de Políticas Públicas começa a valer no dia 1º de julho

Campos Neto vai assumir cargo no Nubank após fim de quarentena do Banco Central
Campos Neto vai assumir cargo no Nubank após fim de quarentena do Banco Central
O ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O banco digital Nubank anunciou a contratação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para o cargo de vice-presidente e chefe global de Políticas Públicas – posições que não existiam até então. Ele assume em 1º de julho, após conclusão de quarentena obrigatória de seis meses para ex-presidentes da autoridade monetária – o mandato terminou em 31 de dezembro de 2024.

Segundo comunicado divulgado pelo Nubank, Campos Neto vai se reportar diretamente ao fundador e diretor-executivo do Nubank, David Vélez, e será responsável pela expansão internacional e o relacionamento com reguladores financeiros globais. Além do Brasil, o Nubank tem operações consolidadas na Colômbia e no México, atualmente.

O banco digital destacou que o ex-presidente do BC já informou à Comissão de Ética Pública do Brasil (CEP) a intenção de assumir o posto no Nubank após a conclusão do período de quarentena.

Indicado por Jair Bolsonaro em 2019, Roberto Campos Neto foi o primeiro presidente do Banco Central na era da “autonomia” – com mandatos não coincidentes entre o chefe da autoridade monetária e o presidente da República. Ele ficou no cargo por seis anos. Em 2023 e 2024, foram comuns os embates entre ele e representantes do governo Lula.

Antes do BC, passou por empresas como Santander, Bozano Simonsen e Claritas Investimentos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo