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Câmara convoca Guedes para explicar status de reajuste salarial a policiais

Os esclarecimentos dizem respeito a porcentagem de aumento à categoria; Associação Nacional de Delegados pedem que o valor seja maior que o previsto de 5%

O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Evaristo Sá/AFP
O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Evaristo Sá/AFP
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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira 7, a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para detalhar a proposta de reajuste salarial e reestruturação de carreira para agentes de segurança. 

A convocação acontece após um convite da Comissão não ser respondido pelo ministro. O convite aconteceu em maio, depois de o ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmar ao colegiado que os planos de reajuste e de reestruturação de carreira da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional já haviam sido enviados ao Ministério da Economia e estavam travados na pasta.

Na última sexta-feira 22, Guedes defendeu o reajuste salarial para todas as categorias, mas declarou que o custo seria mais alto. O aumento apenas para policiais federais custaria 1,7 bilhão de reais, enquanto o reajuste linear ficaria na casa dos 5,5 bilhões.

“Seria melhor para o presidente, que atenderia a uma vontade, mais barato, mas não é eleitoralmente factível. Acaba tendo que ser linear para todo mundo, o que é bem mais caro”, afirmou Guedes.

Na ocasião, a Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal publicou uma nota de repúdio à declaração do ministro da Economia: “A última negociação salarial para a maioria do serviço público federal se deu há mais de quatro anos e apenas repôs parte da inflação até então. No caso específico da Polícia Federal, há perdas inflacionárias desde o ano de 2016”.

Ainda nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro indicou a impossibilidade de reajuste. “Lamento, pelo que tudo indica não será possível dar nenhum reajuste para os servidores no corrente ano”, afirmou ao SBT News. “Mas já está na legislação nossa, a LOA [Lei Orçamentária Anual] etc., de que para o ano que vem teremos reajustes e reestruturações.”

Camila da Silva

Camila da Silva
Repórter e Produtora de CartaCapital

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