CartaExpressa

Caiado chama de ‘factóide’ indiciamento de Bolsonaro pela PF

O governador de Goiás defendeu que a política precisa focar nos problemas reais do País

Caiado chama de ‘factóide’ indiciamento de Bolsonaro pela PF
Caiado chama de ‘factóide’ indiciamento de Bolsonaro pela PF
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em manifestação em São Paulo, em 25 de fevereiro de 2024. Foto: Nelson Almeida/AFP
Apoie Siga-nos no

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), se referiu ao indiciamento de Jair Bolsonaro pela Polícia Federal como ‘factóide’ e mencionou que, como o caso já está na Justiça, que a política precisa focar nos problemas reais do País. O ex-presidente foi indiciado juntamente com 36 pessoas por participação em tentativa de golpe após as eleições de 2022.

“O assunto está sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal, certo? Então vamos aguardar o resultado agora. Se ficar comprovado, vai ser condenado. Mas ficar no achismo, acho que isso não acrescenta em nada. Nós já estamos nessa pauta há dois anos. E vamos continuar mais quatro anos? Ninguém aguenta mais isso. A sociedade está querendo, hoje, em 2026, alguém que resolva os problemas do Brasil”, disse, neste sábado 23, em entrevista ao UOL.

É a primeira vez que o governador, apoiador do ex-presidente Bolsonaro e declaradamente antipetista, faz comentários sobre o tema.

“O Brasil não faz nada, não tem plano de nada. Está à deriva, sem saber por onde vai, o que fazer. Eu acho que se criam factóides para desviar a atenção do principal, do corte de gastos, da reforma administrativa e outras coisas, e foca-se num assunto como esse, pô. Não está lá? A polícia já não levantou? Não vai ser julgado? Então pronto”, completou.

Caiado já disse ter planos de lançar uma candidatura à presidência e se colocou contra o deputado federal e líder do partido na Câmara, Elmar Nascimento (BA), após o parlamentar defender o apoio da legenda a uma possível tentativa de reeleição do presidente Lula (PT) em 2026. No União, há um movimento para que o governador não receba a legenda para disputar.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo