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Brasil precisa investir mais em Defesa para não ser ‘pego de surpresa’, diz Lula

De acordo com o petista, o tema fará parte do seu programa de governo à reeleição

Brasil precisa investir mais em Defesa para não ser ‘pego de surpresa’, diz Lula
Brasil precisa investir mais em Defesa para não ser ‘pego de surpresa’, diz Lula
26.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento da Fragata “Cunha Moreira”, na Rua Eugênio Pezzini, 355, Cordeiros, Itajaí - SC. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Lula (PT) afirmou, durante evento em Itajaí (SC) nesta sexta-feira 26, que o Brasil precisa ampliar os investimentos em defesa nacional para não ser “pego de surpresa” diante do cenário de instabilidade internacional.

Um dos motivos pelos quais o País precisaria se proteger, segundo o mandatário, é o fato de que há “muita gente maluca no mundo”, citando declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia e o Canal do Panamá.

De acordo com o petista, o tema fará parte do seu programa de governo à reeleição. “Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa, não quero constatar que eu não tenho nada. Eu tenho que me cuidar. Tá cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos?”, questionou.

O presidente ainda defendeu mais investimentos nas Forças Armadas, afirmando que o debate sobre segurança nacional não deve ficar restrito à reposição de equipamentos antigos. “Não é possível um país do tamanho do Brasil não colocar a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária. É preciso que a gente defina um projeto de que país a gente quer e que defesa precisamos para garantir esse país”, pontuou Lula.

Na cidade catarinense, o chefe do Executivo federal participou da cerimônia de lançamento ao mar e batismo da Fragata “Cunha Moreira”, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré.

Considerado estratégico para a recomposição do Núcleo do Poder Naval da Marinha, o programa integra a Nova Indústria Brasil, voltada ao desenvolvimento de tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais.

A primeira, Tamandaré (F-200), já foi incorporada à Esquadra. A segunda, Jerônimo de Albuquerque (F-201), passa pela fase de testes de mar. A quarta embarcação, Mariz e Barros (F-203), está em construção.

Construída no estaleiro da TKMS Brasil Sul, a fragata integra um programa desenvolvido pela Marinha em parceria com o consórcio Águas Azuis, formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech. O projeto prevê investimentos na casa dos 12 bilhões de reais e reúne construção naval, transferência de tecnologia e fortalecimento da capacidade industrial brasileira no setor de defesa.

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