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Brasil fechará esta quarta com a 2ª maior taxa real de juros no mundo

A Selic tende a permanecer em seu nível mais alto desde julho de 2006, no primeiro mandato de Lula

Brasil fechará esta quarta com a 2ª maior taxa real de juros no mundo
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Reunião do Copom em 29 de janeiro de 2025. Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central
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Com a provável manutenção da Selic em 15% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Brasil terminará esta quarta-feira 28 com a segunda maior taxa real de juros no mundo, segundo um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence.

Ainda que os diretores, comandados pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, decidissem por um corte robusto de meio ponto, o País seguiria na vice-liderança do ranking.

O cálculo do índice real leva em consideração a taxa de juros “a mercado” — um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses seguintes.

A Selic de 15% deixa o Brasil com uma taxa real de 9,23%, atrás apenas da Rússia, com 9,88%. Completam o top cinco Argentina, com 7,63%; Turquia, com 6,45%; e México, com 5,39%. O menor índice é o do Japão, de -1,18%.

A taxa Selic tende a permanecer em seu nível mais alto desde julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Lula (PT). Será também o quinto encontro consecutivo do Copom a manter os juros de 15% ao ano.

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