CartaExpressa
Brasil fechará esta quarta com a 2ª maior taxa real de juros no mundo
A Selic tende a permanecer em seu nível mais alto desde julho de 2006, no primeiro mandato de Lula
Com a provável manutenção da Selic em 15% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Brasil terminará esta quarta-feira 28 com a segunda maior taxa real de juros no mundo, segundo um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence.
Ainda que os diretores, comandados pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, decidissem por um corte robusto de meio ponto, o País seguiria na vice-liderança do ranking.
O cálculo do índice real leva em consideração a taxa de juros “a mercado” — um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses seguintes.
A Selic de 15% deixa o Brasil com uma taxa real de 9,23%, atrás apenas da Rússia, com 9,88%. Completam o top cinco Argentina, com 7,63%; Turquia, com 6,45%; e México, com 5,39%. O menor índice é o do Japão, de -1,18%.
A taxa Selic tende a permanecer em seu nível mais alto desde julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Lula (PT). Será também o quinto encontro consecutivo do Copom a manter os juros de 15% ao ano.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Copom realiza a primeira reunião de 2026 e deve manter a Selic em 15%
Por CartaCapital
Copom deve manter Selic em 15% e sinalizar cautela em semana de Super Quarta
Por CartaCapital
Cupom vs. Copom, Parte II
Por Luiz Gonzaga Belluzzo e Manfred Back


