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Braga Netto terá que explicar desvio de recursos da Saúde por militares

Braga Netto terá que explicar desvio de recursos da Saúde por militares

Verba deveria ser usada para combate à pandemia, mas pagou despesas militares sem relação alguma com a doença

O ministro Walter Braga Netto. Foto: José Dias/PR

O ministro Walter Braga Netto. Foto: José Dias/PR

O Tribunal de Contas da União (TCU) quer explicações do ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, sobre o uso irregular de recursos da Saúde por militares. O dinheiro deveria ter sido usado no combate à pandemia, mas pagou despesas de quartéis e da Defesa sem relação alguma com a doença. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também terá que se explicar ao Tribunal. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

O despacho que cobra explicações dos ministros foi expedido na segunda-feira 2 e é assinado pelo ministro Bruno Dantas, atual vice-presidente da Corte. Dantas apura os desvios de recursos da Saúde identificados pelo Ministério Público Federal (MPF) e encaminhados à CPI da Covid no Senado.

O relatório apontou que a Defesa recebeu 435,5 milhões de reais que deveriam ter ido ao SUS. O dinheiro foi usado para comprar uniformes, reformar prédios, comprar itens de cama, mesa e banho, além de bancar energia elétrica, água e esgoto no quartéis.

Recentemente, o TCU já apontou que 4,5 milhões de reais foram usados irregularmente por militares em gastos corriqueiros, como obras em instalações e compra de bandeiras, mochilas e porta-celulares. Além da aquisição de um micro-ônibus.

O Tribunal também quer explicações de outros 9,6 milhões de reais gastos com alimentos como sorvete, refrigerante e doce de leite. Braga Netto deverá apresentar provas de como estes e outros itens são essenciais para o combate ao coronavírus.

De acordo com a procuradora Élida Graziane, responsável pelo relatório do MPF que apontou os gastos indevidos, os recursos teriam sido usados pelos militares como uma maneira de driblar o teto de gastos.

As pastas da Economia e Defesa foram procuradas, mas não responderam.

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