CartaExpressa

Bolsonaro se pronuncia após críticas de Malafaia: ‘Isso passa’

O pastor chamou o ex-capitão de ‘covarde’ e ‘omisso’ por não participar ativamente da campanha de Ricardo Nunes

Bolsonaro se pronuncia após críticas de Malafaia: ‘Isso passa’
Bolsonaro se pronuncia após críticas de Malafaia: ‘Isso passa’
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Nelson Almeida/AFP
Apoie Siga-nos no

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou as críticas que o pastor Silas Malafaia fez à sua atuação no primeiro turno das eleições. O líder religioso chamou Bolsonaro de “covarde”, “omisso” e “porcaria de líder”.

“Eu amo o Malafaia. Ninguém critica mulher feia. Ele ligou a metralhadora, mas isso passa“, disse Bolsonaro ao jornal O Globo. O ex-capitão disse ainda que o importante é a união em todas as frentes da direita para eleger Ricardo Nunes (MDB).

Segundo o religioso, Bolsonaro foi “covarde” e “omisso” ao não participar ativamente da campanha de Nunes na cidade e dar sinais dúbios ao eleitor sobre Pablo Marçal (PRTB). As falas foram em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

“Covarde, omisso, que se baseia em redes sociais e não quer se comprometer. Fica em cima do muro. Para ficar bem sabe com quem? Com seguidores [de redes sociais]”, afirmou o pastor sobre a participação de Bolsonaro na eleição. “Que político é esse, meu Deus? Que tem que estar onde o povo quer?”, disse, repetindo seu descontentamento com o ex-capitão.

Mais cedo, o filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), defendeu a atuação do pai, afirmando que Bolsonaro “fez o que tinha de ser feito” para que Nunes vencesse a disputa. O político direcionou, então, um recado direto a Malafaia: “Roupa suja se lava em casa”, acusando o pastor de expor intimidades e ampliar o recente racha da extrema-direita.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo