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Bolsonaro ‘perdeu o rumo’ e bolsonarismo virou um ‘salve o chefe como puder’, diz ex-ministro indicado por Olavo de Carvalho

Ricardo Vélez, que ocupou a pasta da Educação, também teceu elogios a Sergio Moro como alternativa para a direita

Bolsonaro ‘perdeu o rumo’ e bolsonarismo virou um ‘salve o chefe como puder’, diz ex-ministro indicado por Olavo de Carvalho
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O ex-ministro da Educação Ricardo Vélez publicou neste domingo em seu blog particular um texto crítico a Jair Bolsonaro (PL) e elogioso a Sergio Moro (Podemos). Vélez ocupou lugar de destaque no governo por ser o indicado de Olavo de Carvalho para lutar na chamada ‘Guerra Cultural’ e agora considera que o ex-capitão e o bolsonarismo ‘se perderam’.

“Bolsonaro, que apresentou uma proposta desvinculada das antigas negociatas, iniciou um governo de inspiração liberal-conservadora, que daria continuidade à moralização da política, apoiando a Lava-Jato e respeitando o teto de gastos. Mas, infelizmente, […] terminou perdendo o rumo no meio à saraivada de críticas infames de uma oposição radical e de uma imprensa que abandonou a sua missão de informar e não inflamar”, escreve em um trecho da publicação.

O ex-aliado então continua, passando a fazer uma análise do que virou o bolsonarismo, pintado por ele na publicação como uma esperança de ‘salvar o Brasil’ em 2018.

“[O] bolsonarismo atual parece ser a de salve-se o chefe como puder, mesmo à custa do abandono da sua pauta de reformas, de controle sobre o gasto público, de manutenção da Lava-Jato, de intolerância para com a corrupção, em aras de uma sobrevivência garantida pelos acordos espúrios com o Centrão”, destaca Vélez em tom de lamento.

No texto, Vélez ainda justifica sua saída do governo de forma semelhante a Sergio Moro, a quem a todo momento faz elogios. Segundo escreve, deixou a Educação ao perceber que “não tinha condições de dar continuidade ao programa traçado de limpar a educação da manipulação da esquerda sindical”. Ao deixar o governo, Vélez foi substituído por Abraham Weintraub, que, apesar de se dizer ferrenho apoiador, nas últimas semanas vem se tornando uma espécie de ex-aliado de Bolsonaro.

Ao fim, diz que, por enquanto, apoiará Moro por ver no ex-juiz a maior proximidade com o programa inicialmente proposto por Bolsonaro. O movimento é semelhante ao de outros ex-ministros, como o general Carlos Alberto dos Santos Cruz e Luiz Henrique Mandetta.

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