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Bolsonaro pede ao STF autorização para receber assistência religiosa na prisão

Defesa afirma que direito é constitucional e solicita entrada de bispo Robson Rodovalho e do pastor Thiago Manzoni na Superintendência da PF

Bolsonaro pede ao STF autorização para receber assistência religiosa na prisão
Bolsonaro pede ao STF autorização para receber assistência religiosa na prisão
O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Nelson ALMEIDA / AFP
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que ele possa receber assistência religiosa regular na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por participação na trama golpista.

Os advogados argumentam que a liberdade religiosa é um direito fundamental assegurado pela Constituição e pela Lei de Execução Penal, que prevê o acesso de representantes de diferentes confissões aos locais de custódia, sempre que houver manifestação de vontade do preso. O pedido destaca que Bolsonaro recebia acompanhamento espiritual semanal durante o período em que esteve em prisão domiciliar, sem registro de incidentes, riscos à segurança ou interferência na rotina da unidade.

Por isso, a defesa solicitou a autorização para que dois nomes possam realizar visitas individuais e supervisionadas: o bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, da Igreja IDE.

Rodovalho já havia sido mencionado em pedido anterior, negado por Moraes em 2025 sob argumento de que o bispo não integrava o grupo original de oração autorizado à época da prisão domiciliar. Já Manzoni, deputado distrital pelo PL, aparece na solicitação como ministro religioso responsável por acompanhar o ex-presidente espiritualmente.

Atualmente, somente familiares próximos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os filhos, além de advogados, estão autorizados a visitar Bolsonaro na sala de Estado-Maior da PF. O pedido agora aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes, que decidirá se os religiosos poderão ingressar na unidade para atender o ex-presidente.

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