CartaExpressa
Bolsonaro diz que Fachin é trotskista e leninista após voto sobre o Marco Temporal
O STF começou a julgar, em agosto, se a demarcação de terras indígenas deve seguir o critério
O presidente Jair Bolsonaro acusou o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de ser “trotiskista lenista” por causa do voto pela revisão do marco temporal para a demarcação de terras indígenas.
A declaração foi dada na quarta-feira 15 em evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiespe). Na ocasião, o presidente ainda disse que se for reeleito no ano que vem terá “40% do Supremo a seu favor”.
“O Fachin votou pelo novo marco temporal, não é novidade. Trotskista, leninista. Kassio empatou. Vista está com o nosso Alexandre de Moraes. Não sei qual vai ser o voto dele, ou quando vai ser. Se perdermos, eu vou ter que tomar uma decisão porque eu entendo que esse novo marco temporal, simplesmente, enterra o Brasil”, afirmou Bolsonaro.
A uma plateia de empresários, o presidente disse que caso o marco temporal seja revisto terá que tomar uma medida porque a mudança vai “inviabilizar o agronegócio no País”.
O STF começou a julgar, em agosto, se a demarcação de terras indígenas deve seguir o critério do marco temporal, pela qual os indígenas teriam direito somente às terras que ocupavam em 5 de outubro de 1998, data da promulgação da Constituição.
Primeiro a votar, Fachin foi favorável à revisão, que permitiria aos indígenas reivindicar outras terras.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


