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Aras processa professor que o chamou de ‘poste geral da República’

Advogados do PGR dizem que Conrado Hübner Mendes ‘imputa ao querelante a prática do crime de prevaricação’

Jair Bolsonaro e Augusto Aras. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Jair Bolsonaro e Augusto Aras. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Augusto Aras, ajuizou uma queixa-crime na Justiça Federal do Distrito Federal contra o professor de direito da Universidade de São Paulo Conrado Hübner Mendes, devido a críticas feitas na internet e na imprensa. Aras acusa Mendes de praticar os crimes de calúnia, injúria e difamação.

A queixa-crime foi revelada nesta quinta-feira 20 pelo site Jota. Em posts nas redes sociais que incomodaram o chefe do Ministério Público Federal, o professor se referiu a Aras como “poste geral da República” e “servo do presidente da República”. Já um artigo de Mendes publicado no jornal Folha de S. Paulo tem como título: ‘Aras é a antessala de Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional’.

No último dia 17, Aras enviou ao reitor da USP, Vahan Agopyan, uma representação pedindo a apuração de suposta “violação ética” de Hübner Mendes.

Na ação desta quinta, os advogados do procurador-geral argumentam que o professor “não se limita a promover crítica mediante narrativa ou simplesmente formular uma crítica ácida ou com teor altamente negativo, ele imputa ao QUERELANTE a prática do crime de prevaricação”.

No Twitter, Conrado já havia reagido à representação de Aras na USP classificando-a como “mais um episódio do Estado de Intimidação por autoridade que explodiu a dignidade do cargo que ocupa, contra um professor que tenta exercer liberdade de crítica”.

“PGR acha que ser chamado de Poste Geral da República, após 430 mil mortes, é crime”, registrou.

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