CartaExpressa
Após retratação, Toffoli extingue punições a trio que hostilizou Moraes em Roma
Os empresários tinham sido denunciados pela Procuradoria-Geral da República por calúnia e injúria pelo caso de julho de 2023
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu extinguir as punições aos três empresários que hostilizaram o ministro Alexandre de Moraes e a família dele no aeroporto de Roma, na Itália. O grupo apresentou, na semana passada, um pedido de desculpas.
“Considerados o contexto único envolvendo os fatos narrados na denúncia e a confissão dos crimes praticados pelos denunciados (retratação), declaro extintas suas punibilidades”, afirmou o ministro na decisão.
Os empresários tinham sido denunciados pela Procuradoria-Geral da República por calúnia e injúria pelo caso de julho de 2023. Os alvos eram Roberto Mantovani Filho; a esposa dele, Andréia Munarão; e o genro do casal, Alex Zanatta.
Em julho deste ano, o procurador-geral Paulo Gonet entendeu que ficou claro que as ofensas dirigidas a Moraes por sua atuação no Judiciário tiveram o “objetivo de constranger e de provocar reação dramática”.
Na ocasião, Andréa Mantovani chamou o ministro de “bandido, comunista e comprado”. Em seguida, Roberto Mantovani Filho agrediu fisicamente o filho de Moraes, que chegou a ter o óculos derrubado. Alex Zanatta Bignotto também participou dos xingamentos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Como Bolsonaro tenta mais uma vez tirar Moraes do inquérito do golpe
Por CartaCapital
A nova tentativa de Daniel Silveira para convencer Moraes a autorizar sua liberdade
Por CartaCapital


