CartaExpressa

André Mendonça absolve homem que havia sido condenado por furtar vinho de R$ 26

O ministro do STF aplicou o princípio da insignificância e reverteu a decisão do STJ

André Mendonça absolve homem que havia sido condenado por furtar vinho de R$ 26
André Mendonça absolve homem que havia sido condenado por furtar vinho de R$ 26
Ministro André Mendonça na sessão plenária do STF. Foto: Fellipe Sampaio
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça absolveu um homem que havia sido condenado à prisão em Minas Gerais por furtar uma garrafa de vinho avaliada em 26,80 reais. A defesa havia apelado ao Tribunal de Justiça do estado e ao Superior Tribunal de Justiça, sem sucesso.

Ao STJ, a Defensoria Pública da União havia solicitado a aplicação do princípio da insignificância. A Corte, porém, rechaçou o pleito sob o argumento de que o réu tem um histórico criminal.

Mendonça, por sua vez, explicou que a reincidência, embora possa ser considerada, não justifica isoladamente a decisão de afastar o princípio da bagatela. É necessário, frisou, observar todo o contexto delitivo.

No caso concreto, prosseguiu o ministro, o furto simples foi insignificante do ponto de vista do direito penal, sem lesão jurídica relevante ao patrimônio, tendo em vista o baixo preço do item subtraído e a ausência de outras circunstâncias que ampliem a gravidade da conduta.

Em decisão assinada na última segunda-feira 9, o ministro determinou, assim, a absolvição do réu. O processo tramitou originalmente na Vara Criminal da Comarca de Muriaé (MG).

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo