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Amorim descarta temor de retaliação caso Lula rejeite o ‘Conselho da Paz’ de Trump
Para o principal assessor internacional do presidente, o País está aberto a ideias, mas mantém a negociação como condição central
Principal assessor do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais, o ex-chanceler Celso Amorim afirmou a CartaCapital não temer qualquer retaliação caso o Brasil rejeite o convite de Donald Trump para integrar o “Conselho da Paz”.
Lula ainda não respondeu se aceita o chamado, a exemplo dos líderes de Reino Unido, China, Alemanha e Rússia. Espanha França e Suécia, por sua vez, já afastaram a possibilidade de aderir, enquanto a União Europeia expressou “sérias dúvidas” sobre a compatibilidade entre o conselho e a ONU.
Entre as nações que já se juntaram ao grupo de Trump estão Argentina, Paraguai, Arábia Saudita e Israel.
“Não temo [risco de retaliação]. O Brasil é um país soberano, aberto a ideias novas, desde que objeto de negociação”, disse Amorim. “No caso, trata-se de um contrato de adesão.”
Nesta sexta-feira 23, o presidente da China, Xi Jinping, defendeu em conversa por telefone com Lula que os dois países reforcem o “papel central” da ONU na comunidade internacional. O Ministério das Relações Exteriores chinês já havia declarado que Pequim apoia “firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas no seu eixo central”.
O diálogo entre Xi e Lula ocorreu um dia depois de Trump inaugurar o conselho, uma entidade supostamente destinada a resolver conflitos globais — em meio ao receio de ser uma mera tentativa do republicano de enfraquecer a ONU e reforçar sua concepção dos Estados Unidos como uma espécie de polícia global.
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