CartaExpressa

Alcolumbre mantém a quebra de sigilos de Lulinha pela CPMI do INSS

Governistas apelaram ao presidente do Senado sob o argumento de irregularidades na votação

Alcolumbre mantém a quebra de sigilos de Lulinha pela CPMI do INSS
Alcolumbre mantém a quebra de sigilos de Lulinha pela CPMI do INSS
Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Apoie Siga-nos no

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou nesta terça-feira 3 um pedido para anular a decisão da CPMI do INSS de quebrar os sigilos bancário e fiscal de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Integrantes governistas da comissão sustentam que o número de votos contrários à quebra teria sido maior que o registrado. De acordo com a base, 14 parlamentares se levantaram contra o bloco de requerimentos, enquanto a presidência contabilizou sete votos.

Alcolumbre, porém, rejeitou a demanda após receber um parecer da Advocacia do Senado. Segundo o presidente do Congresso Nacional, a “suposta violação de normas regimentais e constitucionais” pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), não se mostra evidente ou inequívoca.

Para Alcolumbre, os 14 votos reivindicados por governistas também não seriam suficientes para configurar maioria, uma vez que o quórum naquele momento seria de 31 parlamentares. Ele afirmou que o registro de presença foi atestado pela Advocacia e pela Secretaria-Geral da Mesa.

O apelo de governistas incluía fotos que comprovariam irregularidades na sessão da CPMI. Na avaliação do grupo, a votação foi “eivada de vício”, “compromete a legalidade do processo legislativo, vulnera o princípio democrático e projeta insegurança jurídica sobre todos os atos subsequentes”.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo