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Agente da Abin é demitido por suspeita de ‘blindar’ Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas

Uma apuração interna da Abin identificou que o agente vazou dados sigilosos da agência para pessoas de fora

Agente da Abin é demitido por suspeita de ‘blindar’ Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas
Agente da Abin é demitido por suspeita de ‘blindar’ Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas
Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Crédito: Pedro França/Agência Senado
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O agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Cristiano Ribeiro, foi demitido do cargo pela suspeita de ter atuado para ‘blindar’ o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no caso das rachadinhas. As informações foram divulgadas pelo colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, e confirmadas por Carta Capital.

Em nota encaminhada à reportagem, a Casa Civil informou que o desligamento aconteceu no dia 26 de janeiro.

Uma apuração interna da Abin identificou que o agente vazou dados sigilosos da agência para pessoas de fora. Ribeiro fotografou a tela de seu computador, por meio da qual compartilhou o organograma do Centro de Inteligência Nacional da Abin, com fotos e nomes dos servidores titulares de cada coordenação e seus respectivos substitutos. O CNI tem a atribuição de acompanhar “assuntos de inteligência estratégica”. O caso aconteceu ainda sob o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A suspeita é a de que Ribeiro e o policial federal Marcelo Bormevet, à época lotado na Abin, teriam produzido relatórios para blindar o senador no caso das rachadinhas.

A demissão do agente foi oficializada após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar aberto ainda em 2021. O relatório pontuou que o agente infringiu o Regime Jurídico dos Servidores Públicos.

Bormevet, que atualmente atuava como assessor na Subchefia Adjunta de Infraestrutura da Casa Civil, também foi demitido do cargo na mesma data de Ribeiro, mas no curso da investigação sobre a ‘Abin paralela’. A medida atende decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que ordenou afastamento dos investigados de funções públicas. Também foi feita a dispensa do delegado Carlos Afonso Coelho, que ocupava cargo de coordenação na Polícia Federal.

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