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A resposta da China a nova ameaça tarifária dos EUA por ‘trabalho forçado’

A recomendação partiu do USTR, mas a decisão caberá a Donald Trump

A resposta da China a nova ameaça tarifária dos EUA por ‘trabalho forçado’
A resposta da China a nova ameaça tarifária dos EUA por ‘trabalho forçado’
O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu par chinês, Xi Jinping. Fotos: Adek Berry e Annabelle Gordon/AFP
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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Mao Ning repudiou, nesta quarta-feira 3, a possibilidade de o governo dos Estados Unidos aplicar uma nova sobretaxa a 60 economias por supostamente falharem na proibição de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Pequim considera se tratar de uma “manipulação política”.

A recomendação pela aplicação da tarifa — que chegaria a 12,5% no caso de China, Brasil e diversos outros países — partiu do Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos, mas a decisão caberá ao presidente Donald Trump. Trata-se do resultado de uma investigação conduzida desde março no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

“A China se opõe a todas as formas de medidas tarifárias unilaterais. Ninguém se beneficia de uma guerra tarifária ou comercial. Questões econômicas e comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo e da consulta, com base na igualdade, no respeito e no benefício mútuo”, afirmou Ning em uma coletiva de imprensa.

Ela ainda alegou não haver trabalho forçado na China e disse se opor “ao uso desse conceito como pretexto para manipulação política”.

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