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A correção de Lula após declaração sobre traficantes e usuários

O presidente criticou ataques dos EUA a embarcações em águas internacionais na América Latina

A correção de Lula após declaração sobre traficantes e usuários
A correção de Lula após declaração sobre traficantes e usuários
Lula discursa na Indonésia. Foto: Yasuyoshi CHIBA / AFP
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O presidente Lula (PT) usou as redes sociais nesta sexta-feira 24 para se corrigir após uma declaração em que comparou traficantes a vítimas de usuários de drogas.

A declaração original, proferida em sua viagem a Jacarta, na Indonésia, ocorreu no contexto de uma crítica aos ataques dos Estados Unidos contra embarcações em águas internacionais na América Latina. Opositores do petista reagiram rapidamente nas redes.

“Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado”, escreveu o presidente. “Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no País.”

Horas antes, Lula havia afirmado: “Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também. Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende”.

Também nesta sexta, os Estados Unidos atacaram mais um suposto barco do narcotráfico no Caribe, com um balanço de seis mortos. Até agora, 43 pessoas morreram na ofensiva marítima americana, segundo a contagem da AFP com base em dados do Pentágono.

Em Jacarta, Lula ainda disse que pretende conversar sobre essas ações militares com o presidente norte-americano, Donald Trump, com quem deve se encontrar no domingo 26, na Malásia. “Antes de punir alguém, eu tenho julgar essa pessoa. Eu tenho que ter provas”, prosseguiu. “Você não pode simplesmente dizer que vai invadir e combater o narcotráfico na terra dos outros, sem levar em conta a Constituição dos outros países.”

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