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A confidência de Alckmin a Márcio França sobre a eleição de 2026
Tido por Lula como opção preferencial, o vice resiste à ideia de disputar São Paulo
Geraldo Alckmin (PSB) só trabalha com uma possibilidade para disputar a eleição deste ano: continuar na vice de Lula (PT). Embora seja um dos favoritos do presidente para enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida a governador de São Paulo, a busca pelo quinto mandato no Palácio dos Bandeirantes não está no radar.
Em conversa com CartaCapital, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), relatou uma confidência de Alckmin: “O que ele me disse é o seguinte: ‘vou apoiar e contribuir com o presidente Lula em qualquer situação. Agora, não sendo vice, vou para Pinda capinar.‘”
Trata-se de uma referência a Pindamonhangaba (SP), cidade natal de Alckmin, da qual ele foi prefeito e vereador.
Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), são os preferidos de Lula para a disputa em São Paulo. Resistentes a essa ideia, porém, abrem caminho para uma profusão de potenciais candidatos, a exemplo de Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento; Marina Silva (Rede), ministra do Meio Ambiente; e o próprio França.
Lula trata o pleito paulista com cautela, ciente do peso estratégico do maior colégio eleitoral do país. Em 2022, perdeu o estado para Jair Bolsonaro (PL) por cerca de 2,7 milhões de votos, mas ainda assim somou 11,5 milhões de eleitores — um contingente decisivo para sua vitória nacional. “Uma coisa é perder aqui por dois milhões. Outra é perder por seis ou sete milhões. Aí não há onde compensar”, adverte França.
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