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Quimera?

Obstruída ao longo das últimas décadas, a solução dos dois Estados é a única chance de paz duradoura

Rabin e Peres (abaixo) foram os últimos a tentar resolver os conflitos nascidos com a criação em 1947 do Estado de Israel, por resolução da ONU – Imagem: Kluger Zultan/GPO Israel e Patrick Baz/AFP
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O “dia seguinte” ao conflito entre Israel e o Hamas em Gaza ainda pode estar a semanas ou meses de distância. Mas chegará. “Quando esta crise acabar, precisará haver uma visão do que virá depois”, disse recentemente o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. “E, na nossa opinião, tem de ser uma solução de dois Estados.”

Contra um pano de fundo de repetidos ciclos de violência e uma ocupação militar que dura mais de meio século, diplomatas e analistas concordam: uma paz duradoura deverá se seguir aos combates mais sangrentos entre israelenses e palestinos em décadas. A solução de dois Estados para o amargo conflito que assola a região há quase um século – dividir a terra entre o Rio Jordão e o Mediterrâneo para criar dois Estados independentes e soberanos, Israel e Palestina, lado a lado – tem sido frequentemente endossada por líderes mundiais. Mas foi impossível para israelenses e palestinos chegarem a um acordo. Desde o fracasso, em 2014, das conversações mediadas por John Kerry, então secretário de Estado dos EUA, e enquanto os assentamentos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental proliferavam, o consenso tem sido acerca da morte dessa solução.

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