CartaCapital
Neonazista brasileiro condenado por assassinato é preso na Itália
Além da condenação homicídio, João Guilherme Correa, foragido desde março de 2025, deve ser julgado por integrar grupo internacional de adoradores de Hitler
O neonazista brasileiro João Guilherme Correa foi capturado neste sábado 27 pela polícia italiana. A prisão foi efetuada em um clube de campo na região de Pavia, situado a cerca de uma hora de Milão. A informação foi divulgada pela Piauí.
Segundo a publicação, ao ser abordado pelos agentes italianos, o criminoso apresentou um documento falso. Correa foi condenado em março de 2025 a cumprir 35 anos de prisão, em regime fechado, por ter assassinado a tiros o casal Bernardo Pedroso e Renata Pereira, em Curitiba, no ano de 2009, mas fugiu do Brasil três dias antes da sentença.
Além de Correa, Jairo Maciel Fisher também foi condenado, no mesmo julgamento, a 32 anos de reclusão. Os dois foram acusados de executar o crime em uma emboscada.
O Ministério Público do Paraná afirma que o crime ocorreu em meio a uma disputa pelo comando de um grupo neonazista, depois de uma festa que comemorou os 120 anos do nascimento de Adolf Hitler.
Correa também deve ir a julgamento pela acusação do MP de participar da organização internacional Hammerskin Nation, que reúne adoradores do ditador alemão. A polícia aponta que ele tinha um papel de liderança na divisão brasileira do bando neonazista.
Ainda de acordo com a Piauí, João Guilherme Correa foi conduzido para a Delegacia Central de Milão, onde deve ser transferido para um presídio até que os trâmites de extradição sejam concluídos.
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