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Madri adota restrições para frear aumento de casos do coronavírus

Número de mortos e infectados pela Covid-19 voltou a disparar na capital espanhola

Madri adota restrições para frear aumento de casos do coronavírus
Madri adota restrições para frear aumento de casos do coronavírus
Espanha registra 32 mil mortos até o momento. Foto: Oscar Del Poxo/AFP
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Um total de 4,5 milhões de madrilenos acordaram neste sábado, 3, com novas restrições de deslocamento devido ao aumento de casos de Covid-19. Os moradores da capital espanhola e de outros nove municípios próximos só podem sair de sua localidade em casos específicos, que incluem seguir até o trabalho, procurar atendimento médico e ajudar pessoas dependentes.

A decisão passou a ser aplicada às 22h de sexta-feira, 2, após uma disputa intensa entre as autoridades do governo central (de esquerda) e o governo regional de Madri, de linha conservadora, que não aceitavam as restrições, sobretudo por suas consequências econômicas.

As medidas pretendem frear o avanço do vírus em Madri, de “extraordinária gravidade” nas palavras do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

A Espanha registra até o momento 790 mil contágios e mais de 32 mil mortes por covid-19. Madri concentra um terço dos números. A região tem 500 casos para cada 100 mil habitantes nas últimas duas semanas.

Mas a aplicação das medidas promete ser complicada. Os habitantes das áreas envolvidas não estão confinados em suas casas e poderão se movimentar livremente dentro de seus municípios. Além disso, os especialistas consideram que as normas foram anunciadas de maneira tardia e são insuficientes.

Os contágios também aumentam de maneira vertiginosa em outros países como Reino Unido e França. Em Paris, caso os números não mudem, o governo provavelmente decidirá na segunda-feira dar um passo adiante nas restrições e fechar  todos os bares e restaurantes.

Na Alemanha, os cidadãos que se opõem às restrições pelo coronavírus organizaram neste sábado uma grande corrente humana no lago Bodensee, na fronteira com a Áustria e a Suíça, com o objetivo de unir um número suficiente de pessoas para alcançar os limites dos dois países.

Na Itália, um dos países mais afetados pela primeira onda do vírus, mas que até o momento não enfrenta novos surtos preocupantes, o papa Francisco fará neste sábado seu primeiro deslocamento fora de Roma em sete meses, uma visita à cidade de Assis, onde nasceu São Francisco, para assinar sua terceira encíclica, dedicada à “fraternidade”.

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