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A taça é das bets As casas de apostas incentivam o vício em jogos de azar. Essa dependência, tal como a adição em uma droga, destrói as vidas dos apostadores e os endivida. Muitas famílias têm perdido o pouco que têm com essas apostas. Isso […]

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A taça é das bets
As casas de apostas incentivam o vício em jogos de azar. Essa dependência, tal como a adição em uma droga, destrói as vidas dos apostadores e os endivida. Muitas famílias têm perdido o pouco que têm com essas apostas. Isso precisa acabar.
Eliza Assumpção

Os brasileiros não têm educação financeira para conviver com as bets e os empréstimos consignados. Fato!
Tarcisio Mendes

Corrida de obstáculos
Passou da hora de criminalizar a misoginia e essa anticultura red pill.
Ricardo Vasconcelos

Gentrificação em marcha
Triste realidade. Os entreguistas avançam com tudo nesses negócios nebulosos. A cidade do Recife tem uma bonita história para preservar e o turismo não vai realmente se beneficiar com esse projeto de “revitalização”.
Ana Azevedo

Vigilante sem vigilância
Nenhum contrato em que a Pax é parte foi suspenso ou cancelado por decisão de Tribunais de Contas. No Paraná, a suspensão determinada pelo TCE atingiu um pregão de fase futura do “Olho Vivo”, do qual a Pax não participou. O programa hoje em operação não foi ­afetado – o próprio Tribunal rejeitou o pedido da oposição local para ­suspendê-lo. Em Goiás, a ampliação do “IA Contra o Crime” está em curso: o Tribunal de Justiça do estado derrubou a liminar que a havia interrompido. Em São Paulo, o contrato no âmbito do “Muralha Paulista” foi encerrado por rescisão amigável entre as partes. A motivação foi técnica, relacionada ao prazo de implementação previsto no contrato. Tribunais de Contas existem para fiscalizar a aplicação de recursos públicos. A existência de procedimentos, por si, não ­significa irregularidade nem que a empresa esteja “na mira”. Os questionamentos se dirigem ao modelo de contratação adotado pelos governos – a contratação por meio de parcerias estratégicas com empresas estatais de tecnologia, prevista na Lei das Estatais, não a qualquer conduta da Pax. Quando a reportagem insiste em resumir a questão ao fato de a Pax ter sido “contratada sem licitação”, induz o leitor a erro e lança suspeitas onde não deveria haver.
Assessoria de Comunicação da Pax AI

Resposta da redação:
Em momento algum a reportagem diz que o contrato da Pax foi suspenso ou cancelado pelo Tribunal de Contas do Paraná, apenas informa que a empresa começou a atuar no programa Olho Vivo “antes mesmo de finalizado o pregão eletrônico para a contratação do serviço”. O texto tampouco omite a informação de que o Tribunal de Justiça de Goiás derrubou a liminar que havia suspendido o programa “IA Contra o Crime”. Quanto à “rescisão amigável” em São Paulo, ela ocorreu somente após o TCE-SP iniciar a análise dos contratos, a partir de uma denúncia apresentada pelo deputado Luiz Fernando Teixeira (PT). Não se trata de um mero deslize: a execução de contratos milionários com o Poder Público sem licitação é um fato de evidente inte­resse público. Por fim, vale ressaltar que essas “parcerias” firmadas com empresas estatais são alvo de questionamentos por parte de diversos parlamentares e também suscitaram dúvidas entre conselheiros de Tribunais de Contas, a ­exemplo de Dimas Ramalho, do TCE ­paulista, mencionado na reportagem.

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