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Mão amiga Tudo indica que Ibaneis Rocha está envolvido até os dentes no escândalo do Master. Desde a devastação das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, o governador do Distrito Federal está às voltas com a Justiça. Outrora suspeito de participação […]

Mão amiga
Tudo indica que Ibaneis Rocha está envolvido até os dentes no escândalo do Master. Desde a devastação das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, o governador do Distrito Federal está às voltas com a Justiça. Outrora suspeito de participação na trama golpista, em razão da omissão de sua polícia diante da turba bolsonarista, agora aparece envolvido em falcatruas financeiras. O certo seria afastá-lo do cargo.
Paulo Sérgio Cordeiro Santos
Alvo estratégico
Sou professor das redes pública e privada do estado do Ceará há mais de 30 anos. Sei o quanto a educação melhorou em vários aspectos, mas também conheço as dificuldades que enfrentamos e o que dizem os nossos estudantes quando falamos da possibilidade de seguirem carreira no magistério. Se o governo quer realmente incentivar o ingresso nos cursos de licenciatura, precisa enfrentar pontos sensíveis, como a questão salarial e a redução do número de alunos por sala de aula – tema pouco, ou quase nunca, discutido. Talvez o passo mais importante seja ouvir mais os professores que estão na ativa, em sala de aula, e menos os técnicos, que teorizam muito, mas têm pouca vivência da realidade escolar.
Nabucodonosor Alves Feitosa
Espero que, ao tentar atrair jovens para o magistério, os burocratas escutem, de fato, os professores que estão no chão da sala de aula. Sabemos melhor que ninguém do que precisamos e o que nos aflige. De nada adianta pedir conselhos a coaches de educação ou a empresários repletos de “boas intenções”.
Amanda Esbizera
Até a última gota
Não é “gestão temerária”, é escolha política mesmo. Ao privatizar a Sabesp, o governador colocou um direito básico nas mãos de quem responde primeiro aos acionistas, não à população. O resultado logo aparece: exploração máxima dos reservatórios, aposta irresponsável em “chuvas futuras” e risco real de novas crises hídricas. As periferias, que mais sofrem com a falta d’água, seguem invisíveis, enquanto a grande mídia silencia. Água não é mercadoria. É direito.
Douglas Borelli
Ouvidos para quê?
O bolsonarismo é um movimento que evidencia o absurdo. Em que momento normalizamos as fake news sobre vacinas? Quando passamos a naturalizar o fato de um vereador bolsonarista de São Paulo querer proibir, por meio de lei, a entrega de marmitas a pessoas em situação de rua? A partir de quando achamos normal um presidente em exercício planejar um golpe de Estado e, além disso, cogitar o assassinato de autoridades? Quando foi que milhões de cristãos passaram a aceitar como algo legítimo as deturpações da Bíblia promovidas por esse grupo político? Poderia citar aqui inúmeras outras aberrações.
Marcos Carvalho
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
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