CartaCapital
Cartas Capitais
Em pé de guerra A justificativa de que a Venezuela representa um perigo aos norte-americanos é tão falaciosa que chega doer no espírito. A intenção é derrubar o governo de Nicolás Maduro, levar a oposição ao poder e assim ter acesso ao petróleo de forma […]

Em pé de guerra
A justificativa de que a Venezuela representa um perigo aos norte-americanos é tão falaciosa que chega doer no espírito. A intenção é derrubar o governo de Nicolás Maduro, levar a oposição ao poder e assim ter acesso ao petróleo de forma incondicional. Por que não invadem a China ou a Índia, exportadores de drogas sintéticas para os EUA? O que se vê em vídeos pelo mundo é o uso incontrolável do fentanil e seus derivados pela população jovem ou o ecstasy, que vem da Holanda, que, por sua vez, também deveria ser invadida, para usar tal lógica.
José Carlos Gama
Trump quer o domínio político
e militar da região. Essa de combater tráfico de drogas é como apanhar água com peneira.
Gino Lopes Silveira de Mello
Não seria uma guerra, mas uma invasão sem propósitos, apenas com interesses financeiros. Eles têm tentado o golpe há muito tempo e agora restou invadir me matar civis.
Alan Arp
Nos anos 30 do século passado, um homem de bigodinho preparava um cenário de destruição para a humanidade. Não foi impedido e deu no que deu. Noventa anos depois, a lição foi esquecida, e temos mais um paranoico repetindo o caminho do desastre.
Carlos Alberto Suffredini
Presas fáceis
De fato, as divisões dos países latino-americanos e diferenças ideológicas, além do compromisso das outras superpotências, Rússia e China, não permitem que haja um respaldo mais efetivo a Nicolás Maduro na Venezuela. Enquanto isso, Donald Trump deita e rola com suas ameaças e ataques não muito cirúrgicos a falsos alvos do narcotráfico, e a tendência de desestabilização na região se intensifica.
Paulo Sérgio Cordeiro Santos
Se Trump encostasse seu poderoso porta-aviões nas ilhas do Caribe, as dos paraísos fiscais, talvez tivesse mais efetivo êxito no combate às drogas. Mas ele sabe disso.
João Alberto Rodrigues
Floresta maquiada
As comunidades seguem doentes e os projetos são para inglês ver. As empresas são muito agressivas com as lideranças comunitárias.
Ana Oliveira
A COP30 está mostrando para o mundo quem são os brasileiros defensores do meio ambiente, muito lindo esse momento, faz lembrar politicamente o Fórum Social Mundial.
Nelma Camelo
A patriotada de Merz
Alguém se surpreendeu? O Kanzler apenas agiu como bom europeu rico diante dos “selvagens não europeus”. Vai longe o tempo em que Helmuth Schmidt aprovava missões culturais para estudar o alemão antigo ainda falado em localidades do Rio Grande do Sul.
Cesar Augusto Hulsendeger
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



