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No alvo original Não vejo Ricardo Nunes como legítimo representante do bolsonarismo nem acredito na possibilidade de eleitores de Pablo Marçal votarem em Guilherme Boulos. A esquerda está em desvantagem em todo o País, por não conseguir renovar-se e seguir em frente sem Lula. Já […]

No alvo original
Não vejo Ricardo Nunes como legítimo representante do bolsonarismo nem acredito na possibilidade de eleitores de Pablo Marçal votarem em Guilherme Boulos. A esquerda está em desvantagem em todo o País, por não conseguir renovar-se e seguir em frente sem Lula. Já a direita tem como fazer esse movimento de prosseguir sem estar agarrada à pessoa de Bolsonaro. Caso contrário, vai cair no mesmo erro.
Sandra Maria Muniz Mesquita
Melhor perder do que pedir voto de quem prefere Marçal como mudança.
Betto Ferreira
Os eleitores de Marçal não votam na esquerda, vão de Nunes. Boulos já perdeu esta. Não adianta tapar o sol com a peneira.
Carlos Athayde
Crise de sentido
Mais uma grande aula de Aldo Fornazieri, desta vez sobre o momento catastrófico vivenciado pelas esquerdas no País. Desde 2002, o PT e o Lula têm cedido paulatinamente espaços para os conservadores retornarem ao poder, sem promover reformas estruturais nem demonstrar capacidade de gerir os problemas da sociedade. As enormes estruturas conservadoras permanecem intactas: Judiciário, meios de comunicação, Forças Armadas, Polícias Militares… Até uma próxima, professor.
Francisco Pedro Gonçalves da Rocha
Duelo adiado
O PT, assim como boa parte da esquerda, ainda não se convenceu da importância de usar as redes sociais e vive a ilusão do bandeiraço. A acusação de “pagar militantes” e o mito do “sanduíche de mortadela” leva o eleitor a desconfiar dessa estratégia. Pode-se discordar do uso que o bolsonarismo e Pablo Marçal fazem das mídias digitais, mas não há como negar que elas são mais eficientes para captar o eleitor.
Cesar Augusto Hulsendeger
“Nem de esquerda, nem de direita, nem de centro”, resume Gilberto Kassab. Então, a ideia é esta mesmo? Não ter ideologia política alguma, apenas aglutinar-se em volta dos outros para disputar a carniça. Eis a fórmula do sucesso do PSD e de outros…
Pamela Emerich
Tentáculos extremistas
Na política, assim como na natureza, não existe espaço vazio. O “Centrão” sobreviveu e cresceu incorporando esses espaços, não somente na disputa de cargos e recursos públicos, mas também com poder de fato nas esferas municipais. O PSDB, ex-partido social-democrata, está quase extinto e a esquerda resiste bravamente na luta permanente com suas bandeiras sociais e com o lulismo, que se preservou graças às políticas concretas do governo federal, embora muitos grupos midiáticos ignorem as conquistas e o esforço de reconstrução do governo Lula até aqui. A extrema-direita, de fato, cresceu. Quando nos deparamos com alguém que se diz não ser de direita nem de esquerda, podemos concluir tratar-se de alguém de direita. Quando alguém se proclama ser de direita, podemos ter a certeza de que essa pessoa é de extrema-direita. E eles são muitos.
Paulo Sérgio Cordeiro Santos
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Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
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