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Bancos estatais da China decidem restringir financiamento para commodities russas

A medida é mais um desafio para o presidente Xi Jinping em meio à operação militar da Rússia contra a Ucrânia

Bancos estatais da China decidem restringir financiamento para commodities russas
Bancos estatais da China decidem restringir financiamento para commodities russas
Foto: AFP
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Dois dos principais bancos estatais da China decidiram restringir o acesso a crédito para compra de commodities russas. A medida, adotada por exemplo pelo Bank of China Ltd., é mais um desafio para o presidente Xi Jinping, que tenta se equilibrar entre os laços econômicos com Vladimir Putin e as sanções aplicadas por países ocidentais contra a Rússia. As informações são da agência Bloomberg.

A reação de bancos chineses se dá, entre outras formas, pela suspensão da emissão de cartas de crédito em dólar para aquisição de commodities russas. Não é possível afirmar ainda, porém, se as medidas serão duradouras, nem se as instituições financeiras da China recorrerão ao bloqueio de outras vias de financiamento para empresas e cidadãos da Rússia.

A Rússia é uma grande fornecedora de energia para a China. No início deste mês, Putin anunciou um novo acordo de gás com os chineses após uma reunião, em Pequim, com Xi. A promessa era de ampliar as exportações de Moscou. A Rússia, neste momento, é a terceira maior fornecedora de gás para os chineses..

A gigante russa de gás Gazprom informou, em comunicado no começo de fevereiro, que planeja aumentar as exportações de gás para a China para 48 bilhões de metros cúbicos por ano. Apesar disso, Pequim olha também para os países ocidentais, fundamentais para o consumo das exportações chinesas e com amplo controle sobre o sistema financeiro internacional baseado em dólar.

Nesta sexta-feira 25, Xi conversou por telefone com Putin e se mostrou favorável a uma solução diplomática para a operação militar deflagrada pela Rússia contra a Ucrânia. Segundo a estatal chinesa CCTV, que exibiu um resumo da conversa, a China “apoia a Rússia na resolução (do conflito) por meio de negociações com a Ucrânia”.

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