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50 anos do golpe no Chile: ‘A democracia não está garantida e temos de cuidar dela’, diz Boric

O presidente participou do ato ‘Democracia hoje, amanhã e sempre’, em Santiago

50 anos do golpe no Chile: ‘A democracia não está garantida e temos de cuidar dela’, diz Boric
50 anos do golpe no Chile: ‘A democracia não está garantida e temos de cuidar dela’, diz Boric
O presidente Gabriel Boric em ato sobre os 50 anos do golpe no Chile. Foto: Pablo Vera/AFP
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O presidente do Chile, Gabriel Boric, proferiu um discurso no ato Democracia hoje, amanhã e sempre, realizado nesta segunda-feira 11, data a marcar os 50 anos do golpe que derrubou Salvador Allende e fez o país mergulhar em uma das mais brutais ditaduras da América Latina.

“O golpe de Estado não pode ser separado do que veio depois. As violações dos direitos humanos começaram no mesmo dia do golpe”, disse Boric. Allende morreu naquele mesmo 11 de setembro de 1973.

Segundo o presidente, é necessário “recordar aquela verdade incômoda, mas essencial, a nos dizer que a democracia não está garantida e que temos de trabalhar transversalmente todos os dias para cuidar dela”.

No pronunciamento, em Santiago, Boric ainda declarou que as mudanças estruturais a que o campo democrático aspira têm de contar com o apoio “de amplas maiorias”.

“É nosso dever envolver essas grandes maiorias e não culpá-las pelos nossos próprios fracassos”, prosseguiu. “Somos sempre herdeiros daquilo que os nossos antepassados ​​construíram e devemos ser capazes de aprender com as suas luzes e as suas sombras.”

O Congresso chilieno certificou a vitória de Salvador Allende em 24 de outubro de 1970. Em 11 de setembro de 1973, porém, um golpe militar levou Augusto Pinochet ao poder e instalou uma sanguinária ditadura, da qual o país só se livraria em 1990.

Em setembro de 2022, o texto de uma nova Constituição, considerado progressista, foi rejeitado por 62% da população. O resultado gerou um novo impasse: submeter-se a uma Carta produzida na ditadura torna ainda mais difícil enterrar os vestígios daquele regime de exceção.

Após a reprovação, as forças políticas acertaram uma segunda tentativa para substituir a Constituição de 1980.  Neste ano, o Partido Republicano, que reivindica um suposto legado de Pinochet, venceu o processo que elegeu os responsáveis por redigir um novo projeto.

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