O Irã não dará descanso à política covarde e terrorista dos EUA

Enfrentará os norte-americanos com determinação, clareza política e coragem

O major-general Soleimani. Foto: khamenei.ir

O major-general Soleimani. Foto: khamenei.ir

Blogs,Diálogos da Fé

A República Islâmica do Irã, por meio de seu vice chanceler para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Mohsen Baharvand, anunciou nesta segunda feira 29 de junho de 2020, uma nota de arresto contra Donald Trump e outras 40 pessoas que estariam envolvidas no assassinato do general Qasem Soleimani, no Iraque , em 3 de janeiro deste ano em um ataque terrorista, por uma ordem vinda do Pentágono .

Além da notificação de arresto contra o presidente americano, há uma notificação vermelha da INTERPOL contra 36 pessoas entre civis e militares americanos e de outros governos que estariam envolvidos no ataque terrorista .

As famílias de 48 mártires iranianos que morreram no Iraque e na Síria estão processando o governo americano juntamente com o governo do Irã.

O Irã tem mostrado disposição política em seguir com o processo contra o governo americano, Trump e seus comparsas, mesmo que o presidente dos EUA deixe a Casa Branca nas próximas eleições.

A retaliação que houve como resposta ao assassinato do general Soleimani se iniciou com o ataque à base americana de Ain Al-Asad no Iraque. O objetivo do governo iraniano é a expulsão dos EUA e seus cumplices da região .

O governo iraniano luta por justiça e vem superando-se na correlação de forças para enfrentar um inimigo tão poderoso como os Estados Unidos e seu arsenal bélico .

O Irã conseguiu, por exemplo, cegar os radares norte-americanos no dia do ataque à base americana no Iraque, para então ataca-lá com os mísseis.

O Irã se levanta por cima dos ditames do imperialismo e seus bloqueios econômicos enviando ajuda à Venezuela. Na ocaisão, os Estados Unidos não tiveram moral para atacar seus navios .

O Irã não vai se calar nem descansar enquanto não houver justiça e punição aos assassinos do general da Guarda Revolucionaria Qassen Suleimani, que tinha como uma de suas missões combater ao grupo terrorista Estado Islâmico ou DESHS, como era conhecido no Iraque.

Esse grupo é financiado pelos Estados Unidos, que também atuam enviando espiões ao Irã ou cooptando e apoiando outros grupos com o dinheiro dos contribuintes americanos.

Grupos como Mujahidin Jalk, MKO, que tem sede na Europa e vive do dinheiro americano e que o Imam Kholmeini, os havia designado como hipócritas pelos crimes, assassinatos e atos de sabotagem deste grupo contra a Republica Islâmica do Irã

O governo americano e seu representante especial Brian Hook tentarem subestimar a atitude iraniana em suas declarações, dizendo que o Irã está fazendo manobra política, mas o povo iraniano quer punir seus algozes, sejam quem forem .

A INTERPOL não deve usar de dois pesos e duas medidas, quando se trata de prender terroristas. Deveria agir com a mesma determinação com a qual pegou Saddan Hussein e Bin Laden, terroristas treinados pela CIA.

Assim, o Irã reforça a ideia de liderança forte e consequente que não dará descanso à política covarde e terrorista dos Estados Unidos.

Enfrentará os norteamericanos com determinação, clareza política e coragem, tendo o apoio do seu povo e das nações irmãs que vivem sobre a opressão do jugo imperialista, e que veem seus líderes e lutadores serem assassinados e suas riquezas nacionais saqueadas por ladrões e hipócritas, que se apresentam como os defensores da ordem mundial.

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Historiadora pela PUC São Paulo. Professora da rede pública de ensino. Foi professora de história islâmica da Universidade Islâmica do Brasil (UNISB) em 2002. Escreve neste espaço às terças-feiras.

Compartilhar postagem