Fora da Faria
Uma coluna de negócios focada na economia real.
Fora da Faria
Selic a 13,25%. Previsível, mas difícil de engolir
Se a preocupação do governo é a comida no prato do brasileiro, o aumento na taxa de juros é tempero amargo que acompanha
Se a preocupação do governo e de toda a sociedade com o aumento dos preços dos alimentos é um prato que está na mesa de todos os brasileiros, a taxa de juros é mais um tempero amargo. O ciclo de negócios do varejo é bem simples. O varejista compra produtos. O preço que ele paga é o que algumas empresas chamam de PVV – Preço de Venda ao Varejo. Depois o ponto de venda coloca um mark-up e define o PVC – Preço de Venda ao Consumidor. Quando há um ciclo de aumento de preços pelos fabricantes ou produtores, o varejista fica com menos capital para recompor seu estoque. O aumento do PVC é a alternativa recorrente. Mas há também o financiamento de estoque. Em síntese, O ponto de venda faz um financiamento para compra de produtos.
A elevação da taxa de juros faz o angu desandar. Juros mais altos encarecem os produtos alimentícios na ponta. Embora o Banco Central já tivesse sinalizado o aumento de 1% na Selic e apontado para uma elevação de mais 1% em março, o resultado tende a ser de um cenário de maior dificuldade para o consumo. Remédio muito amargo e cada vez mais difícil de engolir.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



