Uma homenagem a Padre Ticão, o profeta da coragem

'Seu pastoreio e exercício do sacerdócio sempre caminharam lado-a-lado com as causas sociais', escreve o professor Waldir

Foto: Reprodução TVT

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Diálogos da Fé

Um grande profeta surgiu e entre nós se mostrou.
É Deus que seu povo visita, seu povo, meu Deus visitou!

O profeta um pastor se tornou e em meio ao rebanho habitou.
O seu cheiro era o das ovelhas, a quem ele tanto amou.

O Padre Antônio Luís Marchioni, carinhosamente chamado e conhecido como “Padre Ticão”, nasceu na pequena Urupês, interior paulista no dia 12 de abril de 1952. Filho de Adílio Marchioni e Olivia Matheus Marchioni (In memoriam) recebeu dos pais os primeiros ensinamentos e testemunhos de fé, trabalho, dedicação e profundo amor pela vida e pela justiça social.

Da fé vivida no seio familiar, brotou a vocação para a vida sacerdotal. Ainda muito jovem, ingressou no Seminário na cidade de São Carlos, sede a diocese em que residia, para realizar os estudos clássicos e cursar Filosofia. Transcorria o ano de 1968. Contudo, sua vocação sacerdotal foi confirmada em São Paulo alguns anos mais tarde, quando ingressou no Seminário Salesiano no Alto da Lapa para estudar Teologia. Foi lá, durante seus estudos, que o jovem “Tonhão”, estudante assíduo e dedicado, ganhou de seus colegas, durante um jogo de futebol, o apelido de “Ticão” que o acompanharia por toda a vida.

Em 1975, retorna para a região de São Carlos, onde permaneceu por um ano na paróquia da pequena Itirapina. No ano seguinte, de volta à capital, ingressa no seminário diocesano no bairro do Ipiranga. Ativo e perspicaz, Ticão participa da organização do centro acadêmico e inicia sua militância política e social, que o acompanharia para sempre em sua trajetória de vida.

Como ele mesmo nos contava, “eram tempos duros nos quais a perseguição e a repressão contra os movimentos sociais, de trabalhadores e estudantis eram reprimidos com violência”. Devido às suas atividades políticas teve sua ordenação sacerdotal cassada, vindo a ser ordenado somente no dia 08 de julho de 1978, em cerimônia realizada na pequena Urupês.

De início, atuou como Padre na Diocese de São Carlos, passando por Araraquara, Ribeirão Bonito e Dourado. Mas não se adapta à monotonia da cidade pequena. Seu compromisso com os mais necessitados e marginalizados pelo sistema opressor da época, o levou a atuar ao lado destes vivendo a opção evangélica de estar com os mais pobres e ao lado deles permanecer. Ao manifestar seu apoio à greve dos Professores em Araraquara e abrir as portas do salão paroquial para que pudessem se reunir, foi acusado de comunista e sofreu perseguições. Ainda em 1978, viu-se obrigado a migrar para outra diocese.

A escolha caiu sobre a Zona Leste de São Paulo, Região Episcopal de São Miguel Paulista, que tinha à frente o Bispo Dom Angélico Sândalo Bernardino. Na companhia de outros jovens padres, Padre Ticão, veio par a Zona Leste da Capital paulista. Em suas palavras, sempre dizia terem sido “acolhidos de braços abertos. Iniciamos um grupo de estudos e fomos apresentados por Dom Angélico à Teologia da Libertação”. À Frente da Arquidiocese de São Paulo estava Dom Paulo Evaristo Arns.

Ao lado de Leonardo Boff, Frei Betto, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Helder Câmara, Dom Paulo Evaristo Arns, dentre outros, Dom Angélico era um dos expoentes e principais incentivadores da nova teologia de caráter social e transformador no Brasil e na América Latina. Durante toda sua vida sacerdotal, Padre Ticão jamais deixou de agradecer e reconhecer em Dom Angélico seu grande formador e incentivador.

Nos primeiros 4 anos de Zona Leste, padre Ticão trabalhou nas Vilas Granada e Ré. No dia 12 de abril de 1982, foi nomeado e apresentado por Dom Angélico como novo pároco da Paróquia São Francisco de Assis de Ermelino Matarazzo, onde permaneceu por 38 anos.

Ao chegar a Ermelino Matarazzo, padre Ticão deparou-se com a extrema pobreza em que seus paroquianos viviam. Imediatamente, se pôs a organizar a população através da Comunidades Eclesiais de Base – CEBs. Iniciava-se, assim, sua longa trajetória em defesa dos mais pobres e necessitados.

Com total apoio da Igreja e de seus superiores (Dom Angélico e Dom Paulo), Ticão lançou-se destemidamente numa luta que jamais se esgotaria e que o acompanharia durante toda sua vida na Zona Leste. Com coragem e determinação, jamais retrocedeu diante das ameaças e perseguições que sofria por parte dos órgãos de repressão. Foi preso, ameaçado, ultrajado e ofendido de diversas maneiras. Mas nunca esmoreceu.

Seu pastoreio e exercício do sacerdócio sempre caminharam lado-a-lado com as causas sociais. Do Amigo Dom Angélico Sândalo Bernardino, recebeu o apelido de “Trator de Deus”, devido a sua coragem, determinação e fraternidade presentes em sua liderança social e religiosa. Suas palavras ao longo do sacerdócio sempre foram em favor da libertação dos oprimidos e a edificação de uma sociedade mais justa pelas causas mais caras ao cristianismo que são o amor, a esperança e a paz.

Logo no início da sua trajetória, liderou a Comunidade na luta pela democracia, materializada nas conquistas do direito à moradia, a saúde, a educação e ao trabalho, causas que trouxeram ressignificação para o imenso território da zona leste de São Paulo com os seus 4.5 milhões de habitantes.

Uma das primeiras lutas iniciadas em 1984 foi pela habitação e desde então, através da Pastoral Movimento de Moradia da Zona Leste, foram 40 mil unidades habitacionais, beneficiando milhares de pessoas. Nesta luta, a democracia que estava sendo conquistada nas ruas, ganhava significado concreto na vida das pessoas.

Mas não bastava a moradia. Era preciso que as pessoas tivessem acesso à saúde, a educação, ao transporte público e às demais políticas públicas que lhes eram devidas pelos poderes constituídos. Inicia-se então a luta pela saúde da zona leste que culminou com a inauguração do Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto (Hospital de Ermelino Matarazzo) dada no dia 14 de novembro de 1990. Trata-se de uma unidade de grande porte, especializada em urgência e emergência, referência em Traumatologia e Neurocirurgia, que atende uma demanda de cerca de 30 mil pacientes por mês.

Não obstante, na região leste diversas Unidades Básica de Saúde foram instaladas. A implantação do programa Estratégia de Saúde da Família, foi uma luta que demandou inúmeras ações sociais lideradas pelo padre Ticão. Até mesmo o Sistema Único de Saúde – SUS, teve parte de sua formatação e criação na Zona Leste em razão dos trabalhos realizados neste seguimento.

A luta por educação na Zona Leste, foi outro grande marco na trajetória do Padre Ticão. Desde a década de 1980, discussões sobre a necessidade de escolas de primeiro e segundo graus já eram levadas a cabo em toda a Zona Leste. Na segunda metade daquela década criou-se, então, o movimento “Educação Pública de Qualidade da Creche a Universidade”. Eram dados os primeiros passos para que uma Universidade Pública se instalasse na Zona Leste. Mas não apenas esta frente havia sido lançada. Cursos de alfabetização foram implantados em inúmeros bairros, contando com o apoio de órgãos públicos a partir do Método Paulo Freire, que se fez presente por inúmeras vezes na região apoiando o movimento.

Enquanto novas escolas de Ensino Fundamental e Médio eram implantadas na região, a falta de Escolas Técnicas (ETECs) e Faculdades de Tecnologias (FATECs) também eram uma realidade. Foi quando chegou a informação de que um presídio seria construído em um grande terreno localizado na Av. Águia de Haia, no bairro Cidade AE Carvalho. Imediatamente, padre Ticão organizou a comunidade para que no lugar do “cadeião” fossem construídas uma Etec e uma Fatec. A comunidade se organizou e o resultado foi a inauguração no dia 01 de fevereiro de 2002 das Fatec e Etec Zona Leste. Ali, Padre Ticão ensinou a todos que investir em educação era a grande solução contra a violência. Com a implantação do Campus da Fatec e Etec, milhares de estudantes da Zona Leste foram e continuam sendo formados.

Em meio a tantos movimentos e lutas, Padre Ticão jamais abandonou sua ação pastoral. Seu amor pela Sagrada Escritura, fez com que implantasse na Paróquia São Francisco de Assis, o uso da Bíblia nas celebrações. São incontáveis as Bíblias que a paróquia colocou nas mãos de seus fiéis. Conjuntamente, cursos de Estudos Bíblicos foram implantados nas comunidades. Biblistas e teólogos de renome como Ana Flora Anderson, Frei Gilberto Gorgulho, Frei Carlos Mesters e a Equipe do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) por ele fundado, foram presença constante na paróquia e suas comunidades.

Defensor inconteste de uma Igreja ministerial, acolhedora e fraterna na qual os leigos fossem protagonistas e não meros coadjuvantes, Padre Ticão formou centenas de Ministros Extraordinários da Palavra, da Eucaristia, do Batismo, de Exéquias e Testemunhas qualificadas do Matrimônio.

Sempre preocupado com a formação das pessoas, em sintonia com as demais paróquias do Setor Pastoral Ermelino Matarazzo, criou as Semanas de Teologia realizadas semestralmente, que já está em sua 27ª edição. Conjuntamente, realizava os Cafés Filosóficos.

A formação dos jovens era outra grande preocupação do Padre Ticão. A Pastoral da Juventude sempre foi atuante em sua Paróquia e anualmente, além de incentivar e apoiar a participação dos jovens nos Cursos de Verão realizado anualmente pelo CESEEP – Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular, sob a liderança do Padre José Oscar Beozzo, realizava na paróquia a Semana da Juventude com participação de jovens de toda a região.

Contudo, a preocupação com a formação ultrapassava as esferas da Igreja. Na área da educação, as tratativas pela vinda de uma Universidade pública para a região, ganhou fôlego com a chegada das Fatec e Etec. Com garra e empenho, a comunidade da Zona Leste, sob a tutela do padre Ticão, conquistou a Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP Leste, instalada em Ermelino Matarazzo nas proximidades do Parque Ecológico. Inaugurada em 2003, a USP Leste conta hoje com 11 cursos de graduação e 11 cursos de pós-graduação. Trata-se de uma realidade fruto da luta incansável do Padre Ticão que transformou o Bairro do Ermelino Matarazzo numa referência nacional onde muitos estudantes do Brasil residem para cursar e participar da vida acadêmica desta que é uma das maiores unidades da Universidade de São Paulo.

Conquistada uma Universidade Pública Estadual, era chegada a hora de trazer para a Zona Leste uma Universidade Pública Federal. O início da luta se deu no dia 24 de maio de 2010, com um ato público em frente ao local escolhido para que a UNIFESP da Zona Leste se instalasse. No terreno com cerca de 180 mil metros quadrados, localizado na Av. Jacu Pêssego, 2630 em Itaquera, havia funcionado durante anos a Fábrica Gazarra e era ideal para um novo Campus universitário. Desde aquele primeiro ato, muitos outros foram realizados, discussões levadas a cabo no Ministério da Educação, na Prefeitura de São Paulo a quem competia a desapropriação do imóvel e sua sessão ao MEC para que a UNIFESP pudesse dar prosseguimento nos processos. Hoje, a UNIFESP Zona Leste é uma realidade. Mais uma conquista devida ao empenho, dinamismo e determinação do Padre Ticão.

Simultaneamente, empreendeu-se a luta pela instalação do Instituto Federal de São Paulo – Campus São Miguel, hoje em pleno funcionamento instalado na Rua Tenente Miguel Délia, 93.

Para que os estudantes da Zona Leste tivessem uma boa formação para buscar o ingresso numa Universidade através do processo Vestibular, Padre Ticão se uniu a professores e instituições para oferecer cursos pré-vestibulares gratuitos aos alunos oriundos do ensino médio. Foram centenas os alunos contemplados com estes cursos que ingressaram em Universidade públicas e privadas, inclusive a partir das provas do ENEM.

A transformação da Zona Leste, para o Padre Ticão era uma obra coletiva e desde o início de sua jornada junto à população da região, empenhou-se para que todos e todas tivessem melhores condições de vida, mantendo viva nos corações das pessoas a declaração de Jesus no Evangelho de João 10,10 “Eu vim para que todos tenham vida, é a tenham em abundância”.

Em 2011, padre Ticão e lideranças da região, fundaram a Escola de Cidadania da Zona Leste “Pedro Yamaguchi Ferreira” com o objetivo de oferecer formação sócio-política para todos e todas. Inicialmente a escola contava com público semanal de aproximadamente 170 pessoas presentes. Alguns meses após sua fundação, a Escola de Cidadania firmou parceria com a UNIFESP para certificação de seus alunos, em sistema de Cursos de Extensão oferecidos pela Universidade.

Esta parceria com a UNIFESP evoluiu e num determinado momento, Padre Ticão e seus companheiros, entenderam que era chegada a hora da Escola de Cidadania da Zona Leste, abraçar uma nova causa: a da saúde preventiva, educativa e integrativa. O conceito de saúde integrativa tornou-se o mote da Escola que nos últimos anos se dedicou a difusão deste conceito onde diversas formas de tratamento de saúde deveriam se tornar próprios do Sistema Único de Saúde

Em parceria com a UNIFESP e a partir das pesquisas realizadas havia décadas pelo saudoso Doutor Elisaldo Carlini, pioneiro nos estudos sobre o uso medicinal da Cannabis Sativa, a Escola de Cidadania da Zona Leste, passou a ministrar cursos sobre o uso medicinal desta planta. O primeiro curso oferecido, contou com cerca de 700 inscritos. Hoje, o quinto curso oferecido e certificado pela UNIFESP, conta com mais de 10 mil inscritos.

Simultaneamente, a Escola de Cidadania da Zona Leste oferece também os cursos de Homeopatia e de Naturopatia, sendo o segundo também certificado pela UNIFESP.

No decorrer dos anos, várias frentes de luta foram apresentadas ao padre Ticão que imediatamente as abraçou. Uma delas, dizia respeito ao atendimento e acolhimento de aidéticos. Para tanto foi criado o Profeto Samaritano que atendeu a inúmeros soropositivos.

Outra causa não menos importante, fora trazida por mães de crianças deficientes que não contavam com qualquer tipo de atendimento na região. Ticão abriu as portas da paróquia par que ali elas pudessem se reunir e se organizarem para reivindicar seus direitos. Não tardou para que fosse fundada em 1989 a Associação da Casa dos Deficientes de Ermelino Matarazzo – ACDEM, tendo à frente o padre Ticão. Hoje, a ACDEM conta com sete casas em funcionamento atendendo mensalmente a mais de 700 pessoas com deficiência intelectual, associado ou não a outras deficiências, com tratamento intersetorial em psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional além de apoio pedagógico, iniciação ao mundo do trabalho, escola de educação especial e núcleo de apoio a inclusão social.

Em conjunto com um grupo de senhoras idosas que o procurou para lhe apresentar suas intensões de se organizarem em uma comunidade, na qual pudessem se ajudar mutuamente, padre Ticão deu início ao Projeto Terceira Idade. As primeiras reuniões se deram no salão da Igreja São Francisco de Assis. Algum tempo depois, mais precisamente em 1997, era inaugurado o Centro de Convivência para Idosos Tereza Bugolim, mas conhecida como “Casa da Terceira Idade” que hoje atende diariamente mais de 100 idosos.

Não obstante, padre Ticão abraçou a causa do Lar Vicentino, um asilo fundado por antigos moradores de Ermelino Matarazzo para acolher idosos e situação de abandono. Atualmente, o Lar Vicentino abriga 40 idosos permanentes prestando à eles um serviço humanitário reconhecido nacionalmente.

São estes, apenas alguns exemplos da dedicação integral do Padre Ticão ao Povo de Deus e à Igreja ao longo de sua vida. Foram 464 meses à frente da Paróquia São Francisco de Assis em Ermelino Matarazzo, de onde Padre Ticão irradiava amor e acolhimento a todos, sobremaneira aos mais necessitados.

Com os olhos fixos no Reino prometido aos pobres, Padre Ticão combateu o bom combate em prol da divinização da vida humana, lá onde as portas se fecham, onde a justiça se cala, onde a demagogia engole a verdade, onde a dor e a desesperança suplicam por uma mão estendida. Embora tenha sido criticado por muitos em razão de seus métodos um tanto quanto controversos, Padre Ticão –nas palavras do amigo Carlos Strabeli (In memoriam).

…não gastou seus dias em reuniões estéreis, nem em firulas canônico-litúrgicas. Transitou gabinetes, driblou demagogos, enfrentou indiciamento pela Lei de Segurança Nacional, foi preso, mas sempre insistindo a tempo e fora de tempo, apostando na eficácia das respostas concretas. Semeou esperanças, amealhou conquistas, manteve acesa a pira da utopia de um outro mundo possível. Que o digam os sem-terra, os sem-teto desta vasta periferia, os deficientes da ACDEM, os idosos, os estudantes da USP-Leste, os soropositivos do Projeto Samaritano, os alfabetizados pelo Saber Mais e tantos muitos outros.

Certamente, muito ainda há para ser dito sobre este “Homem Coragem” que viveu intensamente as verdades evangélicas de Jesus de Nazaré a quem dedicou sua vida colocando-se a seu serviço, adotando como lema para sua vida as palavras do Mestre “eu vim para servir e não para ser servido” (Mc 10,45).

À luz do Padroeiro de sua Paróquia, São Francisco de Assis, padre Ticão buscou incansavelmente, ser um instrumento da paz nas mãos do Mestre Jesus, levando amor, perdão, união, fé, verdade, esperança, alegria e luz, onde houvesse, respectivamente, ódio, ofensa, discórdia, dúvida, erro, desespero, tristeza e trevas, desejando, sempre mais “consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido; amar que ser amado”, acreditando piamente, que “é dando que se recebe, perdoando que se é perdoado e morrendo que se vive para a vida eterna”.

Padre Ticão iniciou sua vida eterna no dia 01 de janeiro de 2021, indo para junto do Pai por meio do Filho e guiado pelo Espírito Santo.

Por nossa fé, acreditamos que a morte não seja o fim, mas o começo de uma nova vida e por isso, não dizemos adeus, mas até qualquer dia quando nos encontraremos na graça do Cristo Ressuscitado.

Assim, querido e saudoso “Profeta da Coragem”, até qualquer dia.

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É licenciado em Filosofia e bacharelando em Teologia. Escritor, agente de pastoral, assessor de movimentos sociais, gestor da Rede de Escolas de Cidadania de São Paulo.

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