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O aumento da tortura nas prisões israelenses
Um detento da penitenciária Ketziot narra uma jornada de violência perpetrada por soldados. É um entre tantos casos
O Islã trata a questão dos prisioneiros de guerra a partir da experiência divina e histórica da vitória na batalha de Badr, que estabeleceu o poder islâmico na península árabe.
Naquela ocasião, o profeta considerou os prisioneiros como praticamente parentes dos seus próprios soldados, vivendo ambos os exércitos no mesmo país. Decretou o pagamento de um resgate e os devolveu a suas famílias em Meca. Aqueles que não podiam pagar o resgate, eram dispensados do fardo. Jamais ordenou torturar ou matar os prisioneiros feitos em combate.
Mohammad disse sobre os prisioneiros: “Tratai-os bem até que os infiéis de Meca o resgatem ou até que Alá me envie mais ordens sobre eles”.
E os muçulmanos os trataram bem. Davam sua comida aos prisioneiros e se alimentavam de tâmaras, narra a história sobre a batalha de Badr.
Séculos depois, os israelenses torturam em suas prisões até mesmo crianças e não respeitam os tratados internacionais de direitos humanos. Utilizam da violência física e psicológica, métodos bárbaros e selvagens.
A batalha de Badr, exemplo esquecido (Foto: Reprodução)
O ex-prisioneiro em Ketziot Mohammad Salaima contou a uma ONG que cem prisioneiros foram atacados brutalmente em março último, quando soldados chegaram em grande número e espancaram todos de maneira brutal. Segundo Salaima, os militares israelenses quebram braços, pernas, narizes e costelas dos prisioneiros.
Durante 3 ou 4 horas, os prisioneiros ficaram em jaulas e foram atacados por cachorros. Em seguida, permaneceram nus e amarrados no pátio por 36 horas em um período de inverno rigoroso.
A justificativa para a violência, ainda de acordo com Salaima, foi o fato de um carcereiro ter sido atacado por um dos presos.
Há um imenso número de prisioneiros menores de idade, torturados todos os anos nas prisões israelenses. Estas prisões violam os direitos humanos e utilizam prisioneiros, de acordo com denúncias, para testar medicamentos e outros experimentos.
Em janeiro deste ano, segundo relatos, 67 menores foram vendados e torturados por soldados israelenses. As crianças palestinas, os mais indefesos, parecem ser o grande alvo do ódio.
A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.
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