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Marcha Mundial por Jerusalém: pela paz e liberdade

Dia de sair com a bandeira palestina e marchar pela Palestina Livre, somando nosso sangue e nossa alma à causa palestina

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No dia 14 de maio se completaram 71 anos da “Nakba”(tragédia, em árabe) Palestina, quando, em 1948, os Estados Unidos bancaram com dinheiro e armas as ideias sionistas e colonialistas e promoveram um massacre do povo palestino. Assassinaram velhos, mulheres e crianças covardemente enquanto os homens estavam trabalhando em suas aldeias na agricultura. Os israelenses chamaram esta chacina de fundação do Estado de Israel.

Estado artificial, criado das ideias sionistas, financiado pelo imperialismo, auxiliado pelos sauditas wahabias e reconhecidos pelos interesses dos países vassalos dos Estados Unidos, inclusive o Brasil.

Com o slogan “Uma terra sem povo para um povo sem terra”, na verdade ocuparam à força bruta, através do genocídio, uma terra que já tinha um povo estabelecido há séculos e que convivia em paz, sendo vizinho de cristãos e judeus, três religiões sagradas que se respeitavam entre si, até que o imperialismo se meteu atrás de saquear riquezas estratégicas.

O governo americano apoiava pessoas sanguinárias e racistas como Menachem Begin, ex-primeiro ministro de Israel de 1977 a 1983 que em um discurso feito no Knesset, Parlamento Israelense, ele diz nada mais, nada menos que “Nossa raça é uma raça de amos. Nós somos deuses sobre este planeta. Somos tão diferentes das raças inferiores como eles são dos insetos. De fato, comparado a nossa raça, as outras são bestas, gado no máximo. As demais raças são consideradas como excremento humano. Nosso destino é governar sobre as raças inferiores. Nosso reino terreno será governado com vara de ferro por nosso líder. As massas lamberão nossos pés e nos servirão como nossos escravos”.

Aqueles que se vitimavam de um holocausto frente à opinião pública agora são os genocidas do povo palestino inocente e desarmado, que vê todos os dias a ocupação de suas terras ancestrais, a expulsão de suas casas, a prisão e o assassinato dos líderes e mesmo das crianças, todos os dias há 71 anos, como um pesadelo que não termina e estende sua asa negra de entidade sionista ameaçando a Síria, o Líbano. A entidade sionista mesmo humilhada pela resistência segue agora com seu repertório de farsas ao lado do imperialismo agora com o intitulado “Acordo do Século”, que na verdade é mais um golpe que visa ampliar a “sionização” da Palestina. Mais um plano para borrar a história da Palestina, sua cultura e sua arqueologia até mesmo e substitui-la pela história dos invasores.

Israel matou 305 palestinos durante as marchas pelo retorno entre março de 2018 e maio de 2019.

O Bahrein vai sediar em junho uma conferência sobre este acordo mercenário, mas há críticos na sociedade a ele que dizem que é uma nova declaração de Balfour, que em 1917 deu impulso à ocupação por Israel da Palestina, que estava na época sob domínio britânico.

Este acordo é uma grande traição ao povo palestino e visa vender Jerusalém e todas as autoridades palestinas e toda a resistência já o rechaçam e sabem que está incluído no novo plano o impedimento dos palestinos retornarem, a limitação dos muçulmanos rezarem em sua mesquita em Al Aqsa, em al Quds e da terras férteis da agricultura da área C da Cisjordânia.

Além do dia 14, relembramos também neste mês de maio o dia 25, outra data importante contra a ocupação sionista: o dia da expulsão das tropas invasoras israelenses, do sul do Líbano.

Para não deixar morrer a história e a luta do povo palestino temos também o 31 de maio, dia de luta, de sair às ruas e protestar contra a ocupação sionista e contra o massacre do povo palestino e apoiar a sua resistência heroica.

Foi em agosto de 1979 que o Imam Khomeini declarou que a última sexta-feira do mês de Ramadã seria o Dia da Marcha Mundial de Al Quds (Jerusalém), dia que saímos com a bandeira palestina e marchamos pela Palestina Livre em marchas internacionais multitudinárias para somar nosso sangue e nossa alma à causa Palestina.

Pátria livre, venceremos!

Patrícia Soares
Historiadora pela PUC São Paulo. Professora da rede pública de ensino. Foi professora de história islâmica da Universidade Islâmica do Brasil (UNISB) em 2002. Escreve neste espaço às terças-feiras.

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