Diálogos da Fé

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Festa do sacrifício muçulmano durante a pandemia

Presidente iraniano pede a muçulmanos que tenham prudência durante festividades religiosas do Eid al Adha  

Foto: WAKIL KOHSAR / AFP

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Muçulmanos de todo o mundo celebraram a festa do sacrifício, Eid Al-Adha, que deve ser comemorada talvez na próxima sexta-feira, dia 31 de julho, e costuma durar quatro dias. Se inicia no 10° dia do mês lunar de Dhul Hijja, mas seu dia exato só pode ser confirmada com o avistamento real da lua.  

É a segunda maior festa ou festival do islã por ocasião da história do profeta Ibrahim, que foi liberado por Allah de ter que sacrificar seu filho Ismail no Monte Moriah, como prova de lealdade e obediência.

Neste ano, a Arábia Saudita limitou o número de peregrinos que foram ao Haj, (peregrinação anual), para impedir a propagação do vírus. 

O presidente iraniano Hassan Rouhani foi à TV pedir às pessoas que observem os protocolos de saúde e pratiquem distanciamento social durante as próximas festividades. 

A maioria dos iranianos é muçulmano shiita e também teremos  em breve nossas cerimônias de luto mais importantes de Ashura, do martírio do Imam Hussein, em Karbalah, que este ano cairá em setembro. 

Disse o presidente Rouhani, em um discurso na TV iraniana: “Que sejam realizadas festividades gloriosas nas mesquitas e centros religiosos, observando os protocolos de saúde e o distanciamento social”. 

“Que as máscaras negras, neste ano, façam parte do glorioso luto de Muharram”, disse Rouhani, referindo-se às celebrações Ashura.

Um dos  rituais da festa do sacrifício, o Eid al Adha, é sacrificar ovelhas e doar a carne aos pobres. As autoridades de saúde iranianas pediram aos fiéis que embalassem a carne dentro dos protocolos sanitários antes da distribuição. 

Milhões de pessoas costumam visitar o santuário do Imam Reza em Mashad, mas o vice-ministro pediu, em rede nacional, para que as pessoas não visitem a cidade santa de Mashad, no nordeste do país, onde houve um aumento de 300% nos casos de coronavírus em um mês. O país havia suspendido as restrições mas teve que voltar atrás, devido ao aumento acentuado nos casos.  

No sábado, autoridades de Tehran estenderam as restrições por mais uma semana. Enquanto os muçulmanos estiverem celebrando a festa do sacrifício estaremos nos recordando de todos que sacrificam suas vidas nas lutas sociais e se mantêm leais a seu compromisso de luta, sacrificando suas vidas pessoais, famílias e tudo mais em nome de um ideal que está mais além. 

Que a unidade da comunidade islâmica nesta festa do sacrifício ilumine nosso ânimo de prosseguir leais a nossos princípios pela construção de um mundo mais justo e mais humano para todos. 

Eid Mubarak! (Congratulações pela festa )! 

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Patrícia Soares

Patrícia Soares Historiadora pela PUC São Paulo. Professora da rede pública de ensino. Foi professora de história islâmica da Universidade Islâmica do Brasil (UNISB) em 2002. Escreve neste espaço às terças-feiras.

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