Diálogos da Fé

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Diálogos da Fé

Diálogos da Fé: Somos todos irmãos

Papa Francisco chama nossa atenção para o ensinamento cristão da fraternidade, solidariedade e amizade

Papa Francisco acena da janela da Basílica de São Pedro. Foto: Alberto PIZZOLI / AFP
Papa Francisco acena da janela da Basílica de São Pedro. Foto: Alberto PIZZOLI / AFP
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Desde o início de seu pontificado, Papa Francisco tem mexido com as estruturas da Igreja e da sociedade mundial com seus escritos, ensinamentos e testemunhos. Já na escolha do nome adotado como Papa, o Sumo Pontífice chamou a atenção, visto que esta tradição secular, é vista como sinal de suas atitudes e/ou políticas que irão marcar seu pontificado. Ninguém em sã consciência ousa questionar a escolha feita por Francisco diante de suas ações. O Santo Padre tem se inspirado no Santo de Assis para trilhar seus passos no governo da Igreja.

 

Já nos primeiros dias de seu Pontificado, ao conceder entrevista à mais de 6.000 jornalistas, à semelhança de Francisco de Assis -e este à de Jesus-, e sua opção radical pelos pobres, com a coragem de um verdadeiro seguidor do Evangelho “sine glossa” Papa Francisco faz uma declaração “bombástica” para nosso tempos: “”Ah, como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres”. Com estas palavras, Francisco estava apresentando qual seria a diretriz de seu Pontificado. Uma Igreja pobre é aquela constituída, edificada e conduzida com os pobres no sentido pleno do que nos fala Jesus de Nazaré no Sermão da Montanha (Mt 5). Sendo pobre para os pobres, reverte-se a condição atual que muitos enxergam e insistem em manter, qual seja, uma Igreja rica para os pobres, melhor dizendo, uma Igreja para os pobres no sentido de prestar socorro aos necessitados, numa prática de caridade que não resolve as questões sociais que envolvem a pobreza e a miséria. Com esta prática, a pobreza continua em larga escala. Uma Igreja pobre, com os pobres e para os pobres retrata os ensinamentos Cristãos.

Em sua primeira viagem apostólica realizada no mês de julho de 2013, Francisco foi à Ilha de Lampedusa que à época recebia milhares de refugiados vindos da África e do Oriente Médio. Ou seja, foi ao encontro dos abandonados e deixados à própria sorte. Se buscarmos uma semelhança entre este gesto papal e os praticados por Francisco de Assis, temos a ida deste ao encontro dos leprosos de seu tempo desprezados e abandonados pela sociedade.

Tempos depois, Francisco -o Papa-, surpreende o mundo com sua Carta Encíclica “Laudato Si” – “Louvado Sejas” sobre o cuidado da casa comum, onde desde o título, faz aproximação a São Francisco em seu “Cântico das Criaturas”. Não bastasse, a encíclica trata diretamente de questões ecológicas e faz um alerta contundente sobre a exploração dos recursos naturais do planeta e os perigos que todas as criaturas correm com o esgotamento eminente desses, caso não haja uma política mundial em defesa da natureza que nos envolve e da qual somos parte integrante. Papa Francisco faz uso de uma pedagogia a qual podemos chamar de “Pedagogia do Encantamento e da Beleza”, visto que chama nossa atenção para este problema de ordem planetária, a partir de um envolvimento direto com a natureza, a biodiversidade e as riquezas naturais que nos foram legadas mostrando-nos que tudo está interligado e que cabe a nós a defesa da nossa Casa Comum.

Acolhida por governos e instituições civis e religiosas de todo o mundo sendo adotada, inclusive, como matéria de aula em algumas Academias, a Laudato Si não recebeu a mesma acolhida pelo atual governo brasileiro, que fez pouco caso de seu conteúdo e criticou veementemente a realização do Sínodo da Amazônia, que veio ao encontro da referida Encíclica. Aliás, cabe aqui um parêntese: no dia de hoje (18/09/20), fomos obrigados a ouvir nos telejornais a fala escabrosa do presidente da república durante encontro com empresários do agronegócio em Mato Grosso, quando o avião em que estava teve que arremeter devido à fumaça das queimadas no Pantanal. Com sua costumeira verborragia disse: “… esta foi a segunda vez que isso aconteceu (…) obviamente algo anormal está acontecendo. No caso, é que a visibilidade não estava muito boa. (…) Estamos vendo alguns focos de incêndio acontecendo pelo Brasil, isso acontece ao longo de anos”. E para tentar justificar sua convicção de que nada está errado, continuou: “E temos sofrido críticas muito grandes, porque obviamente, quanto mais nos atacarem melhor interessa para os nosso concorrentes para aquilo que temos de melhor que é o nosso agronegócio”.

Os “alguns focos de incêndio”, como afirmou o presidente, somavam neste dia 75000. O agronegócio defendido por ele como “o que temos de melhor no Brasil”, é o mesmo que expulsa indígenas e quilombolas de suas terras, que financiam verdadeiros exércitos de extermínios que se lançam sobre estas comunidades. Um agronegócio que investe em monoculturas, que visa a exportação de seus produtos em detrimento das necessidades de consumo da população brasileira, que se aproveita de situações críticas, como é o caso da pandemia do Covid 19, para aumentarem seus lucros elevando o preço de gêneros de primeira necessidade. Basta observarmos o aumento do valor de produtos da cesta básica como arroz, óleo, feijão dentre outros.

Mas, o que se pode esperar de um governo que trabalha para os ricos, a elite exploradora e escravagista que sempre imperou no país? Um governo que mantêm em seus quadro ministerial, um ministro do Meio Ambiente que propõe “aproveitar para passar a “boiada” das medidas que querem aprovar no Congresso Nacional”, enquanto todos estão voltados para as questões que envolvem a pandemia do Covid 19. Certamente, para esses integrantes do governo federal, pobres, meio ambiente e justiça social são percalços que devem ser suprimidos para que compromissos firmados com grupos corporativos possam ser levados a cabo. Uma política de exclusão e morte.

Papa Francisco, antenado com os graves problemas que assola a humanidade, convocou um encontro com Jovens de todo o mundo para discutir os novos rumos que a economia mundial deve trilhar para que haja mais justiça social e igualdade entre os homens. Infelizmente o encontro teve que ser adiando em razão da pandemia do Coronavírus. Francisco é o primeiro na história do papado a afirmar categoricamente que o capitalismo é assassino da natureza e dos pobres, donde se pode extrair tratar-se de um homem de coragem, destemido e comprometido com os mais pobres, explorados e abandonados pelo sistema imposto por uma economia que mata.

De novo, podemos voltar os olhos para o atual governo do Brasil, que está tirando dos pobres para dar aos ricos, alimentando e incentivado esta economia de morte à qual se refere o Santo Padre. As reformas trabalhista e da previdência são claros exemplos do que acabamos de dizer.

Agora, Papa Francisco novamente nos surpreende com sua nova Carta Encíclica que será por ele assinada no dia 03 de outubro na cidade de Assis, sobre o túmulo de São Francisco intitulada “Fratelli Tutti” com subtítulo “sobre a fraternidade e amizade social”. O título, em italiano, não será traduzido para os idiomas dos países onde for publicada.

Mais uma vez sob a inspiração de São Francisco, o título da nova Encíclica escolhido pelo Santo Padre, está baseado no Caput VI das Admoestações escritas pelo Santo de Assis: “Consideremos todos, meus irmãos, o Bom Pastor que, para salvar suas ovelhas, sofreu a paixão da cruz. As ovelhas do senhor seguiram-no na tribulação, na perseguição, no opróbrio, na fome, na sede, na enfermidade, na tentação e em todo o males, e receberam por isso do Senhor a vida eterna. É pois uma grande vergonha para nós outros servos de Deus, terem os santos praticado tais obras, e nós querermos receber honra e glória somente por contar e pregar o que eles fizeram”.

Em livre interpretação, podemos aferir que o Santo de Assis está nos dizendo que não basta mencionar os grandes homens e mulheres que deram suas vidas pela fraternidade, solidariedade e caridade em prol dos mais necessitados e injustiçados. É preciso, que cada um de nós, pratiquemos estes feitos defendendo destemidamente um mundo mais humano, fraterno e amigo no qual nos reconheçamos como irmãos e filhos de um mesmo Pai, formando uma só família universal onde todos sejam respeitados e tenham seus direitos garantidos.

Numa tradução livre para o português, “Tutti Fratelli” significa “Todos Irmãos” e é assim que devemos nos enxergar. Por “Todos Irmãos”, devemos entender o seu significado tal como está escrito não cabendo interpretações. Irmãos somos todos, independente de nossa cor, nacionalidade, cultura, religião e o que mais aqui couber quando falamos de toda criação, destacando-se os seres humanos e suas responsabilidades frente a natureza e a vida.

Uma vez cientes de que somos todos irmãos e que devemos zelar pelo bem comum de todos e de cada um, não podemos nos calar diante das atrocidades praticadas por aqueles que se sentem senhores e donos de tudo e de todos, a partir de suas grandes fortunas acumuladas a custas da exploração criminosa dos recursos naturais e da mão de obra que escraviza e domina seres humanos impondo-lhes condições indignas de vida, forçando-os a viverem na pobreza e na miséria.

A nova Carta Encíclica ainda não teve seu conteúdo revelado. Contudo, seu título já deixa claro tratar-se de um documento de alerta contra a exploração descabida dos recursos naturais e do homem pelo próprio homem.

Tais explorações, já tiveram seus resultados catastróficos revelados em solo brasileiro, facilmente identificados: perseguição e morte de indígenas que estão sendo dizimados; perseguição às comunidades quilombolas que estão sendo expulsas de suas terras; queimadas criminosas na Amazônia e no Pantanal; garimpos ilegais contaminando rios e florestas; desastres de Mariana e Brumadinho originados pela ganância das grandes mineradoras; perseguição e morte de trabalhadores rurais sem terra que lutam para terem lugar para viver e trabalhar; salários de fome pagos pelos grandes empresários de diversos setores; famílias inteiras condenadas a viverem em condições subumanas nas favelas das grandes cidades; racismo e preconceitos praticados e incentivados por governos e corporações dentre outros. Em escala mundial, a relação só faz aumentar.

Está claro que o tipo de sociedade em que estamos inseridos em âmbito mundial e a forma de convivência estabelecida, encontram-se numa crise sem precedentes. O acúmulo de capital nas mãos de uma minoria, condena a imensa maioria a um vida desprovida de todos os recursos necessários para o bem viver. Relatório publicado pela Oxfam em 19 de janeiro/2020 às vésperas do Fórum Econômico Mundial, evidencia que a concentração de renda chegou a nível recorde e alarmante. O documento relata que dos 7.8 bilhões de habitantes do planeta, apenas 2.153 bilionários possuem uma riqueza maior do que 4.6 bilhões de pessoas, aproximadamente 60% da população global. No Brasil, de acordo com a mesma instituição, 1% mais rico ganha 72 vezes mais que os 50% mais pobres.

Em reportagens amplamente divulgadas sobre o crescimento da desigualdade em nosso país -citamos aqui os dados divulgados pela Brasil de Fato-, em 2019 os 58 bilionários brasileiros acumulavam uma fortuna de aproximadamente 680 bilhões de reais. Dentre eles, figuram aqueles que tiveram em 2019 um aumento de seus rendimentos médios na ordem de 8,4%, enquanto os 30% mais pobres -cerca de 60 milhões de pessoas-, sofreram uma redução de 3,2%.

A situação se torna ainda pior, segundo a mesma reportagem, quando se constata que 5% mais pobre -que somam atualmente cerca de 10 milhões de pessoas-, tiveram um ganho mensal de míseros R$ 153,00. Pergunta: como alguém consegue viver em nosso país com esse ganho mensal?

O atual presidente da república, quando em campanha eleitoral, prometia retomar o crescimento econômico, gerar empregos e acabar com os “privilégios”. Passados quase dois anos de seu mandato, a realidade do país não poderia ser pior para os trabalhadores. Estamos atravessando a maior crise econômica já vivida na história do Brasil.

Empregos não foram gerados, ao contrário, aumentou o desemprego. A reforma trabalhista entusiasticamente defendida pelo atual governo, além de tirar direitos dos trabalhadores adquiridos a duras penas, agravou ainda mais o quadro de informalidade, precarização do mercado de trabalho e brutal queda na renda média das famílias.

Os “privilégios” que seriam tirados, só aumentaram para os eternos privilegiados, em sua maioria empresários do setor econômico. Os bancos tiveram ganhos astronômicos enquanto a classe trabalhadora só acumulou perdas. Parece-nos que o governo federal enxerga como privilégio milhares de trabalhadores tendo que viver com renda média abaixo de R$ 200,00.

Diante desta realidade, Papa Francisco chama nossa atenção para o ensinamento cristão da fraternidade, solidariedade e amizade. Por certo, sua nova Encíclica nos fará refletir sobre as desigualdades sociais e a agir para que sejam combatidas. Para o Brasil, nada mais oportuno, diante do quadro estarrecedor onde pessoas fazem uso da Bíblia para defenderem enriquecimento e acúmulo de capital como “recompensa” concedida por Deus. Esta Teologia da Prosperidade ou da Recompensa só faz aumentar o egoísmo.

A Revista Norte Americana Forbes, conhecida mundialmente por relacionar anualmente as pessoas mais ricas do mundo, apresentou em 2020 matéria sobre os pastores evangélicos mais ricos do Brasil. Não vamos aqui citar os nomes nem as Igrejas que representam. Basta dizer que apenas 5 pastores acumulam uma fortuna pessoal de mais de 2.5 bilhões de dólares.

A prática do dízimo e das ofertas feitas por fiéis, sempre fizeram parte de Igrejas das mais diversas confissões religiosas como meio de manutenção da instituição. Mas lamentavelmente, sempre houve aqueles que se serviam destas ajudas para uso pessoal, ainda que permitidos pela própria instituição. Como exemplo, podemos mencionar os tais “palacetes episcopais” que Bispos e Cardeais Católicos utilizavam (e em muitos casos ainda o fazem) como residência. Olhando para esta realidade, lembramo-nos sempre de uma passagem do Evangelho onde o Cristo afirma “…o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. (Mt 8,20; Lc 9,58)

Para estas questões, o Papa Francisco respondeu com uma atitude inédita: não foi morar nos suntuosos aposentos papais e continuou residindo como hóspede na Casa Santa Marta ocupando um pequeno apartamento. Fiel a sua opção pelos pobres desde que era padre em Buenos Aires, Francisco mantém sua simplicidade e proximidade com o povo de Deus, recebendo e acolhendo a todos.

Perguntamo-nos, em certas ocasiões, sobre o que leva tantos milhões de homens e mulheres a seguirem esses líderes religiosos defensores e praticantes do acúmulo de capital, sem qualquer questionamento, tornando-se, inclusive, defensores incontestes de seus ensinamentos? Não conseguimos chegar a uma conclusão, mas consideramos alguns fatores e dentre eles, a insegurança que assola as famílias e que acaba se transformando em medo. Não tendo a quem recorrer na esfera humana, buscam o transcendente na esperança de encontrarem alento para seus sofrimentos. Buscam em Deus a segurança que necessitam. E, numa sociedade na qual segurança pode ser traduzida por “ter dinheiro” e com ele comprar o que deseja, a proposta de serem “recompensados por Deus” na medida de sua obediência aos seus “pastores” torna-se regra para suas vidas.

Buscando respostas para suas mazelas no Livro Sagrado, a partir de uma leitura fundamentalista, colocam a Bíblia -como nos diz Leonardo Boff-, “à frente dos olhos impedindo uma leitura da realidade, quando deveriam colocar atrás como uma luz a iluminar o caminho”.

Na sociedade mundial temos diversos fundamentalismos e o pior deles –nas palavras de Leonardo Boff-, “é o fundamentalismo capitalista que afirma não haver outra alternativa a não ser esta economia; o fundamentalismo da tecnociência -que a Encíclica “Laudato Si” tanto critica-, que promove a devastação da natureza”. E temos o fundamentalismo religioso, também no meio católico, que afirma não haver salvação fora da minha Igreja. A minha Igreja é a única verdadeira, as demais estão erradas e o erro tem que ser combatido.

Sobre esta triste realidade, Papa Francisco nos faz recordar que somos todos irmãos. Falando desse modo, parece-nos uma coisa comum, pois sempre ouvimos que somos filhos de um mesmo Pai. Porém, a realidade mostra que esta verdade de fé caiu em desuso.

O que o Santo Padre está propondo, é que retomemos esta verdade e a coloquemos em prática renunciando aquela arrogância nossa de acharmos que temos a exclusividade de sermos a única Igreja de Cristo. Assim como são 4 os evangelhos, são muitos os que carregam a herança de Jesus e as Igrejas devem se reconhecer umas as outras para unidas servirem o povo e salvar a vida do planeta. Papa Francisco criou um novo tipo de ecumenismo unindo as Igrejas, aceitando as diferenças e superando a arrogância da afirmação “Extra Ecclesiam nulla salus” – “Fora da Igreja não há salvação”.

Dentre as afirmações do Bispo de Roma, uma delas causou espanto a muitos católicos e não católicos: “Deus não conhece uma condenação eterna. A condenação é temporal apenas neste mundo. O que existe é a misericórdia eterna. Deus não pode perder. Se Ele perde um filho ou uma filha Ele está perdendo e Deus não pode perder.” Daí, a misericórdia se estender do Oriente ao Ocidente num confronto direto à disseminação do medo de uma condenação eterna. Aos Cardeais que sagrou, Francisco fez um pedido: “Não preguem mais o medo, não preguem mais o inferno. Preguem a alegria do Evangelho, a alegria de vivermos juntos como irmãos e irmãs”.

Com estas afirmações e o pedido que fez aos novos Cardeais, histórica e religiosamente, Francisco rompia com a doutrina do medo. O fogo do inferno levou muitos à uma conversão sem convicção.

Por fim e diante de todos os ensinamentos e testemunhos que temos recebido de nosso Papa, e sua determinação de estar ao lado dos mais pobres e para eles dedicar todo seu pontificado à luz de Cristo e de Francisco de Assis, conclamando a todas as Igrejas Cristãs e demais Religiões para que se unam em defesa da humanidade e do planeta, registramos este: “Jesus não veio criar uma nova religião. Ele veio nos ensinar a viver os valores do Reino que é a cooperação, o amor incondicional, o cuidado de um para com o outro, a solidariedade, o amor à natureza, a generosidade e a capacidade de perdoar”. Esses são os valores que constituem o caminho de Jesus e que, para nossa tristeza, não vemos anunciados nas mídias religiosas sejam elas católicas ou não.

“Che siamo tutti fratelli” –“Que somos todos irmãos” é o que o Papa nos fará recordar, alertando-nos para a importância de termos uma sociedade mais justa e solidária onde possamos verdadeiramente nos reconhecer como filhos e filhas de um mesmo Pai que quer o bem de todos. Vivamos esta verdade.

Professor Waldir Augusti

Professor Waldir Augusti É licenciado em Filosofia e bacharelando em Teologia. Escritor, agente de pastoral, assessor de movimentos sociais, gestor da Rede de Escolas de Cidadania de São Paulo.

Padre Ticão

Padre Ticão Pároco da Paróquia São Francisco de Assis de Ermelino Matarazzo, Diocese de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo-SP. Importante liderança dos Movimentos e Pastorais Sociais da região, atua nas mais diversas áreas em defesa de Políticas Públicas que atendam efetivamente às necessidades da população.

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