Dia Internacional do Al Quds

É um dia de confrontar a arrogância global e o inimigo colonizador sionista

Foto: Wikmedia

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Diálogos da Fé

Dia celebrado na última sexta feira do mês de Ramadã. Foi instituído em 7 de agosto de  1979,  pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, após a Revolução Iraniana e em  solidariedade ao povo palestino. Este ano, pelo calendário lunar, a data será celebrada em maio, na última sexta de Ramadã, que será a próxima sexta feira, 22 de maio do calendário gregoriano.

Disse o Aiatolá Khomeini em seu pronunciamento sobre este dia: “Ao longo de todos esses anos, adverti os muçulmanos sobre o perigo do ocupante israelense, que hoje intensificou seus ataques ferozes aos irmãos e irmãs palestinos e que está bombardeando especialmente as casas dos combatentes palestinos no sul do Líbano para aniquilá-los. Peço aos muçulmanos comuns do mundo e aos governos islâmicos que se unam para cortar a mão do invasor e de seus apoiadores, e convido todos os muçulmanos do mundo a celebrarem  o ‘Dia Al-Quds’ (Jerusalém em persa), na última sexta-feira do mês abençoado.

O Ramadã, que tem entre os seus dias o dia do destino, pode ser decisivo para o destino dos palestinos e proclamar em manifestações a solidariedade internacional dos muçulmanos em apoio aos direitos legais do povo muçulmano. “Peço ao Altíssimo a vitória dos muçulmanos sobre aqueles que o negam. Esteja com você a paz, a misericórdia de Allah e suas bênçãos.”

O chamado a manifestações massivas tem lugar em diversos países, onde concorrem não apenas muçulmanos, mas pessoas de vários países e religiões. Saindo às ruas com bandeiras palestinas e gritando consignas pela libertação da Palestina das garras do sionismo invasor. O dia é observado em 80 países, todos os anos, inclusive no Brasil.

Em tempos em que estamos vivendo com a necessidade do isolamento social, sabemos que a propaganda é uma arma de luta capaz de fazer avançar o nível de consciência e organizar as tarefas de expressar solidariedade à Palestina e combater a entidade sionista, que a vem usurpando, com o apoio do governo americano e seus vassalos, como a monarquia saudita que criou recentemente um canal de TV para chamar acordos e restabelecer os laços de amizade com Israel como parte do plano do Acordo do Século.

A resistência palestina também faz um chamado a romper com o acordo de Oslo de 1993 entre Israel e a OLP e não aceitará que a entidade sionista anexe um centímetro a mais das terras pertencentes ao Povo Palestino.

No dia 15 deste mês foi lembrado o dia da Nakba, quando o Estado Artificial de Israel foi criado ilegalmente em 1948 sob o massacre e o sangue derramado do povo palestino.

O plano sionista de expandir os assentamentos vai contra as esperanças dos palestinos  de ter seu Estado Soberano, dentro das fronteiras de 1967, com  Jerusalém como sua capital. O dia Internacional de Jerusalém é um dia não apenas do Povo Palestino, mas de todos os oprimidos do mundo, pois abrange um ideal  contra a tirania praticada por inimigos comuns a toda a humanidade.

“O Dia Mundial de Al Quds é um dia de confrontar a arrogância global e o inimigo colonizador sionista e o governo estadunidense”, disse Abu Abdula, comandante da Brigada Al Quds.

O povo palestino tem lutado heroicamente por seus direitos legítimos de retorno dos refugiados votada pela ONU  na resolução 194, que não é respeitada pela entidade sionista e nem pela própria ONU. Pelo reconhecimento de ter seu Estado com capital em Jerusalém, libertação dos presos políticos, inclusive crianças que são torturadas nos cárceres israelenses, e o fim do colonialismo sionista, assim como a reparação histórica com a devolução das terras ocupadas ilegalmente do Mediterrâneo até o Rio Jordão.

Um Estado Palestino, onde cristãos, judeus e muçulmanos possam conviver em paz como era antes de 1948 quando os EUA financiaram os sionistas a atacar e ocupar as terras e a vida do povo palestino, tentar apagar sua história e instalar um apartheid pedido do imperialismo e armado por ele para garantir a usura e a corrupção.

Por isso, lembrar a causa do povo palestino é uma tarefa fundamental daqueles que lutam por justiça e contra a tirania no mundo. Levantar bem alto a bandeira Palestina e lotar os meios e redes sociais e todas as formas possíveis de manifestações de solidariedade a esta causa que é de toda a humanidade.

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Historiadora pela PUC São Paulo. Professora da rede pública de ensino. Foi professora de história islâmica da Universidade Islâmica do Brasil (UNISB) em 2002. Escreve neste espaço às terças-feiras.

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