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Blog do Costa e Silva: Comiçhão da verdade

Costa e Silva, presidente linha-dura do regime ditatorial, volta para pedir mais discrição nas comemorações da revolução de 1964. Um baile funk, talvez

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Costa e Silva, presidente linha-dura do regime ditatorial, volta para pedir mais discrição nas comemorações da revolução de 1964. Um baile funk, talvez. Foto: Reprodução do site
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Eu também teria protestado contra a festa de comemoração dos 48 anos da revolução de 64. Só que não junto aos manifestantes que estavam do lado de fora do Clube Militar do Rio de Janeiro. Nada disso. Eu queria mesmo era ter protestado dentro da festa e em especial contra os organizadores do evento. Se estivesse lá, teria sacado meu pau de arara verbal e perguntado: o que foi, enlouqueceram? Querem estragar tudo? Juro que ao ver aquela reunião me deu uma comichão de verdade de baixar mais um ato institucional, proibindo qualquer militar da reserva de organizar até quermesse.

Note, não sou contra a comemoração. Pelo contrário, ter livrado nosso país da ameaça comunista e garantido o sistema capitalista, que permite a todos os brasileiros comprar produtos chineses, é algo digno de celebração. Minha questão é outra. Esse tipo de evento não serve em nada aos propósitos da revolução. Só presta mesmo para excitar essa corja de baderneiros revanchistas e mobilizar as atenções para a tal da Comissão da Verdade (sic). Desse jeito ela até corre o risco de funcionar.

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Eu também teria protestado contra a festa de comemoração dos 48 anos da revolução de 64. Só que não junto aos manifestantes que estavam do lado de fora do Clube Militar do Rio de Janeiro. Nada disso. Eu queria mesmo era ter protestado dentro da festa e em especial contra os organizadores do evento. Se estivesse lá, teria sacado meu pau de arara verbal e perguntado: o que foi, enlouqueceram? Querem estragar tudo? Juro que ao ver aquela reunião me deu uma comichão de verdade de baixar mais um ato institucional, proibindo qualquer militar da reserva de organizar até quermesse.

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