Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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Xenia França: ‘Está claro, nítido, que as coisas estão indo zero bem’

Cantora e compositora lança novo álbum ‘autoafirmativo’ e, mais uma vez, mostra a força da influência afro-baiana em sua música

Foto: Divulgação
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Dias atrás, Xenia França subiu pela primeira vez no principal palco artístico da capital baiana. Foi apresentar o seu segundo trabalho solo, Em Nome da Estrela.

“Nunca achei que cantaria no [Teatro] Castro Alves. Foi mágico. Estava lotado. Foi um dos melhores dias de minha carreira”, conta ela, que foi criada em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

O novo álbum da baiana expressa o processo de evolução e amadurecimento da cantora, que começou a carreira na conceituada banda Aláfia, em São Paulo, com quem gravou três discos.

“O primeiro álbum está muito enraizado nas minhas experiências de uma artista que veio da Bahia, com minhas referências afro-baianas”, comenta. “Neste [novo] disco acabo trazendo esse estudo, de uma maneira etérea. Colocando os tambores para conversar com sintetizadores, com várias camadas”.

Xenia diz que, concomitante ao exercício de produção do disco, mergulhou “num processo de autoconhecimento” em meio à pandemia. Isso acabou influenciando as composições autorais do disco, de acordo com ela.

A cantora resgatou ainda as canções Futurível, de Gilberto Gil, lançada em 1969, e Magia, apresentada em 1976 por Djavan em seu primeiro álbum. “As duas músicas tinham tudo a ver com o conceito do disco. O segundo disco está ligado às potências”, afirma.

O álbum Em Nome da Estrela conta com a participação de Rico Dalassam e Arthur Verocai. O trabalho de Xenia tem forte ascendência do maestro baiano Letieres Leite, morto ano passado, na colocação dos sopros, da percussão e nas intromissões jazzísticas. Segundo ela, o disco novo foi influenciado pelo Letieres e sua banda, a Orkestra Rumpilezz, que colocou em prática na plenitude a proposta musical do maestro.

A cantora espera que seus “trabalhos pessoais e espirituais sejam agentes positivos” em meio a um momento “mais do que tenso, um momento delicado” vivido pelo País.

“Está claro, nítido, que as coisas estão indo zero bem. Os brasileiros merecem ser bem tratados, com dignidade. Estamos em 2022 lutando pelo básico, pelo mínimo, quando a gente achava que tinha chegado à beira da superação”, diz. “Todo esse retroceder não faz sentido. A gente voltou em muitas casas em termos sociais. É uma tristeza”.

Assista a entrevista de Xenia França na íntegra:

Augusto Diniz

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Jornalista há 25 anos, com passagem em diversas editorias. Foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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