Augusto Diniz | Música brasileira
Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.
Augusto Diniz | Música brasileira
Rodrigo Vellozo resgata em novo disco a obra do pai, Benito di Paula
O artista usa como referência os 50 anos do álbum em que Benito gravou ‘Maria Baiana Maria’ e ‘Do Jeito Que a Vida Quer’
Benito di Paula estava no auge em meados dos anos 1970, quando era um dos maiores vendedores de discos do País. Um álbum de sucesso lançado naquela época, a propósito, completa 50 anos em 2026. Filho de Benito, o cantor, compositor e pianista Rodrigo Vellozo divulgará em 31 de julho um disco que resgata parte daquele trabalho de 1976, com Maria Baiana Maria, Do Jeito Que a Vida Quer e Tudo Está no Seu Lugar, entre outras.
Completam o novo álbum algumas músicas de Benito que Rodrigo decidiu gravar por apresentarem o lado mais humano do pai, como Samba do Profeta, Bandeira do Samba e Oração de São Francisco.
Também em 31 de julho, haverá um show de apresentação do trabalho na Casa Natura Musical, no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo. “Acho importante a obra do meu pai ser exaltada. Alguns artistas gravaram meu pai, mas acho que falta lembrar a importância dele”, afirmou Rodrigo em entrevista a CartaCapital.
“Ele tem o reconhecimento popular, mas a sua música foi rotulada. Meu pai nunca ganhou um prêmio da música, nem foi sequer citado no Grammy. Como pode isso, sendo um dos artistas entre os maiores vendedores de discos?”
É a segunda vez que Rodrigo Vellozo lança um álbum apenas com músicas do pai: a primeira foi com Como É Bonito Benito (2013). Para o novo disco, que leva o nome do homenageado, Rodrigo resolveu resgatar a formação musical que acompanhava o pai nos anos 1970, embora com novos arranjos.
Além de Rodrigo Vellozo na voz e no piano, a banda tem Rodrigo Campos no cavaquinho, no violão e nas guitarras; Thiago França (da banda Metá Metá) nos sopros; e o percussionista Fumaça, que já acompanhou muitos artistas da música brasileira. A mesma banda tocará no show de lançamento do álbum.
“Tenho sempre a expectativa de falar da obra de meu pai, de dizer que ela é muito importante”, afirma. “Tenho pontos de encontro com a obra de meu pai — e muitas diferenças. Eu me enxergo como continuação dele, mas não uma óbvia.”
Rodrigo Vellozo lançou em 2009 seu primeiro disco, intitulado Samba de Câmara. Depois, se envolveu em vários projetos, inclusive no teatro. Em 2025, lançou um álbum com Cida Moreira, Com o Coração na Boca, e fez um projeto musical com a obra de Chico Buarque.
Assista à entrevista de Rodrigo Vellozo a CartaCapital:
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