Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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Rapper VND oferece em novo álbum as vivências e experiências de um homem negro e periférico

‘Faço rap de adulto’, costuma dizer o músico, que se destaca com hip hop consciente

Rapper VND oferece em novo álbum as vivências e experiências de um homem negro e periférico
Rapper VND oferece em novo álbum as vivências e experiências de um homem negro e periférico
Foto: Divulgação
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O rapper VND lançou com impacto seu primeiro álbum, chamado Eu Também Sou um Anjo (2021), e atingiu 40 milhões de reproduções nas plataformas de música. Há poucas semanas, apresentou um novo trabalho, intitulado Onde as Histórias se Cruzam, que já ultrapassou 1 milhão de plays.

Pode parecer pouco em relação a um artista destacado do rap, mas não para ele, que sempre gosta de dizer: “Remo totalmente contra a maré”. VND pratica mais do que o gênero musical. Com a sua música, mergulha na cultura do hip hop, aquela de mensagens representativas da realidade da periferia, que marcam a origem do movimento.

“Costume dizer que faço rap de adulto”, afirma a CartaCapital. O seu segundo trabalho tem um tom mais ameno, mostrando uma face sentimental e outra de questões sociais, distribuídas em 12 faixas. O álbum Onde as Histórias se Cruzam está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.

“Funcionou nesse contexto de querer fazer um disco que me mostrasse um ser humano diferente, que pudesse ser uma extensão daquele cara que estava cheio de ódio e agora tornou-se mais vulnerável. Ele tem mais amor, ele sente saudade”, relata. “Esse álbum tem um discurso muito mais maduro. Tenho 27 anos. Como jovem e negro, preciso falar certas coisas que não pautam tanto, a vulnerabilidade.”

Segundo o artista, a “questão social” é uma carcterística do segundo disco.

Os dois álbuns de VND são vigorosos, de batida do rap cadenciada, com rimas afiadas. Nas letras, ele expõe vivências, experiências e aflições de uma pessoa que nasceu em Marechal Hermes, na zona norte do Rio de Janeiro.

“A maioria do pessoal que consome meu trabalho sempre vem dessa forma: ‘ouvi seu som num momento em que não estava me sentindo muito bem e parece que você conversou comigo sobre algo’. Eu adotei essa parada de sempre dar um tom consciente, de poder falar alguma coisa.”

Assista à entrevista do rapper VND a CartaCapital:

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