Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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Nazaré da Mata volta a receber as festas abertas do maracatu rural após 2 anos

Depois da pandemia, a percussão, os sopros, os mestres, os caboclos, as yabás e outros personagens foram às ruas da cidade de Pernambuco; blocos já se preparam para o próximo carnaval

Mestre Bi de Nazaré da Mata. Foto: Divulgação
Mestre Bi de Nazaré da Mata. Foto: Divulgação
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O centenário grupo de maracatu Cambinda Brasileira do Engenho do Cumbe foi para as ruas em Nazaré da Mata (PE) no domingo de Páscoa, depois de mais de dois anos recolhido por conta da pandemia.

Estavam lá, pelas vias da capital do maracatu rural ou do baque solto, a percussão, os sopros, os mestres, os caboclos, as yabás e outros personagens.

Na semana seguinte, enquanto o carnaval ocorria na passarela do samba no Rio de Janeiro e em São Paulo, o Estrela Brilhante fazia o seu cortejo na cidade até o ponto do ensaio geral de uma das mais significativas manifestações populares do Nordeste.

Mestre Bi, que faz parte do Estrela Brilhante, conta que o retorno “foi histórico”, pois “quebramos recorde de público e foi até o amanhecer”. Vários mestres compareceram. Segundo ele, foram cerca de 4 mil pessoas, de várias regiões  de Pernambuco e até de outros estados.

De acordo com Mestre Bi, as festas abertas do maracatu voltaram a acontecer toda semana, como antes ocorria em Nazaré da Mata – é um preparo também para o carnaval de 2023.

Bi aproveitou para lançar no último dia 30, nas plataformas digitais, seu álbum autoral. Chamado O Mundo de um Cirandeiro (Selo Matinada), tem 12 faixas, sendo nove músicas de ciranda, uma de coco e duas de maracatu.

Trata-se do primeiro disco de ciranda do mestre, que assina o trabalho ao lado do grupo Ciranda Bela Rosa. Ele já tem um álbum só de maracatu, mas a divulgação foi bastante restrita, segundo ele.

O novo trabalho é um autêntico da mata norte de Pernambuco e as composições são as vivências locais e a poética popular. O jovem Mestre Bi é um dos nomes fortes da nova geração do maracatu e da ciranda, que andam de mãos dadas em Nazaré da Mata e em vários grupos locais que  trabalham com os dois ritmos musicais. A ciranda também permite que os músicos trabalhem nas festas de São João do Nordeste. 

Neste mês, Mestre Bi viajou para uma turnê na Europa (Espanha e Portugal) com o grupo A Mata, que conta ainda com Ricco Serafim, Josivaldo Caboclo e o pessoal da percussão. Vai mostrar ciranda, maracatu e coco de roda para o mundo.

Augusto Diniz

Augusto Diniz
Jornalista há 25 anos, com passagem em diversas editorias. Foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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