Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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Marina Peralta transita entre influências do reggae, letras engajadas e amor próprio

A cantora e compositora prepara o lançamento de seu quarto trabalho: ‘Não é um disco de reggae, mas tem reggae’

Marina Peralta transita entre influências do reggae, letras engajadas e amor próprio
Marina Peralta transita entre influências do reggae, letras engajadas e amor próprio
Foto: Divulgação
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A cantora e compositora Marina Peralta tem mais de dez anos de carreira. O primeiro álbum, de 2015, foi Agradece. Depois, vieram o EP Leve (2019) e Rewind (2023). Seu trabalho une o reggae ao rap e à MPB, essencialmente.

“Fazer reggae no Brasil é desafiador, mas prazeroso também. Temos ótimas referências”, afirmou, em entrevista a CartaCapital. “Eu me identifiquei não só com a sonoridade, mas com todos com os propósitos e os objetivos da música.”

Natural de Campo Grande (MS), Marina diz se sentir honrada por participar do gênero. Em Mato Grosso do Sul, ressalta, existe uma “cultura do agro e do sertanejo”, mas há repertório de outros tipos de música.

O rap, que fez acesso na “quebrada” em que vivia, mudou sua percepção da arte e da palavra, impulsionando sua chegada ao reggae.

“Encontrei no reggae uma fusão muito interessante desses aspectos de denúncia, revolução, espiritualidade e esperança.” 

Marina Peralta teve outras influências, como o contato com o gospel em uma igreja evangélica que frequentou por muitos anos.

Outra influência vem da guarania, gênero musical do vizinho Paraguai. “Cresci escutando polcas em casa”, rememora Peralta, filha de um paraguaio.

Formada em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, ela conta ter se integrado ao movimento estudantil, o que a estimulou a compor de forma engajada e consciente. Percebe-se esse traço especialmente em Agradece.

Recentemente, ela lançou dois singles: Peito Aberto, em parceria com Cynthia Luz, destacando a importância do autoamor pós-maternidade, e Trampolín, colaboração com a colombiana Mayra Sánchez, sobre o desejo e o afeto entre mulheres.

“Moro em São Paulo há seis anos. Quero trazer no novo álbum essa sensação de trânsito. Não só esse trânsito geográfico, mas a pessoa que eu era. Quero trazer influências latinas. Não é um disco de reggae, mas tem reggae.”

A cantora planeja lançar seu quarto trabalho em março do ano que vem. Assista à entrevista de Marina Peralta a CartaCapital:

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