Augusto Diniz | Música brasileira
Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.
Augusto Diniz | Música brasileira
É uma honra carregar a bandeira da música brasileira no exterior, diz o violinista Alessandro Penezzi
O instrumentista e compositor prepara um disco de samba. Seu mais recente trabalho foi finalista do Prêmio da Música Brasileira
Natural de Piracicaba (SP), Alessandro Penezzi teve seu primeiro contato com o violão aos cinco anos, com o auxílio do pai e da mãe, que dedilhavam de vez em quando o instrumento. O grande salto, porém, ocorreu quando teve aulas com o mestre Sergio Belluco, a quem se refere como o grande responsável por seu conhecimento musical.
Penezzi se desenvolveu tanto que se tornou um dos mais virtuosos violonistas brasileiros da atualidade — principalmente de choro —, com 18 álbuns lançados entre trabalhos solo, em duo (com Proveta, Alexandre Ribeiro, Yamandú Costa, Fabio Peron e maestro Laércio de Freitas) e em grupo.
Seu mais recente trabalho, Sonho, foi finalista na categoria instrumental do Prêmio da Música Brasileira 2026. “Esse disco veio de uma experiência onírica”, resumiu, em entrevista a CartaCapital.
Esse álbum solo surgiu da produção de melodias a partir de sonhos que teve, os quais registrava por escrito na madrugada ou ao amanhecer. Para isso, mantinha caneta e papel ao lado da cama.
Há músicas relacionadas às abelhas — um sonho que resultou de um documentário a que assistiu — e à Floresta Amazônica. O repertório do disco tem choro, frevo, chamamé, cateretê, valsa e fado.
Com mais de 40 anos de carreira, Alessandro Penezzi também ganhou projeção no exterior e viaja todos os anos para uma série de shows. Em 2026, tem apresentações na Alemanha e nos Estados Unidos.
“É uma honra muito grande carregar essa bandeira da música brasileira, do choro, que herdamos de Pixinguinha, de Jacob do Bandolim”, afirma. “Quando vamos tocar lá fora, ficamos emocionados ao ver que aquele lugar foi ocupado por nossos heróis.”
Penezzi prepara um novo disco, provisoriamente intitulado Violão Sambado, no qual toca composições de Cartola, Nelson Cavaquinho, Noca da Portela e Paulo Vanzolini, entre outros.
Segundo ele, os arranjos do disco foram pensados para se aproximar da sonoridade de um grupo de samba, e o que se ouve é o hábil Alessandro Penezzi no violão sete cordas. Ele também pretende lançar em breve um disco autoral com Zé Barbeiro, outro grande violonista.
Assista à entrevista de Alessandro Penezzi a CartaCapital:
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Ópera dramática de Armando Lôbo é ‘encenada’ em revista como fotonovela
Por Augusto Diniz
Sob o ruído da tecnologia
Por Augusto Diniz
Rapper paranaense que enfrentou o ‘corre’ para viver de música em São Paulo lança segundo trabalho
Por Augusto Diniz



