Augusto Diniz | Música brasileira
Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.
Augusto Diniz | Música brasileira
Disco aproxima Letieres Leite da obra de Moacir Santos
Último trabalho gravado pela Orkestra Rumpilezz liderada pelo baiano, morto ano passado, exalta um dos mais influentes músicos brasileiros
Letieres Leite, morto ano passado vítima da Covid-19 aos 61 anos, era requisitado pelos principais músicos baianos. Nascido em Salvador, o compositor, arranjador e multi-instrumentista tocou e produziu vários deles.
Foi um dos responsáveis em reunir a sonoridade afro-baiana com a música erudita e o jazz. Letieres estudou seis anos em Viena e seus passos se assemelhavam ao do pernambucano Moacir Santos (1926-2006), um dos maiores músicos brasileiros, que elevou as harmonias musicais no Brasil a outro patamar.
O último registro feito por Letieres Leite e a Orkestra Rumpilezz, criada por ele, foi justamente sobre a obra de Moacir Santos, especificamente de seu primeiro álbum instrumental, chamado Coisas (1965), considerado um dos grandes discos brasileiros de todos os tempos.
Moacir de Todos os Santos (gravadora Rocinante) é o titulo do terceiro e último álbum de Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz – os outros dois discos são de composições de Letieres. O repertório contempla sete dos nove temas do álbum Coisas de Moacir Santos.
São estas as músicas do Moacir de Todos os Santos: Coisa nº 4, com participação do Raul de Souza (trombonista falecido no ano passado); Coisa nº 8, com part. de Joander Cruz (saxofone alto); Coisa nº 9, com part. de Marcelo Martins (saxofone tenor); Coisa nº 1; Coisa nº 5 – Nanã, com part. de Caetano Veloso; Coisa nº 7 e Coisa nº 2.
O disco foi produzido pelo próprio Letieres, além de Sylvio Fraga e Pepê Monnerat. Letieres fez ainda arranjos, regência e tocou flauta. A Orkestra Rumpilezz é formada por percussionistas e instrumentistas de sopro. O álbum Moacir de Todos os Santos é mais um trabalho memorável deixado pelo maestro Letieres Leite.
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