Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

Augusto Diniz | Música brasileira

Dino d’Santiago celebra álbum com Criolo e Amaro Freitas: ‘Encontro de almas afrodiaspóricas’

Bem-sucedido, o disco ganha versão em vinil. Para o português de ascendência cabo-verdiana, Amaro é o músico mais ‘incrível’ de sua geração

Dino d’Santiago celebra álbum com Criolo e Amaro Freitas: ‘Encontro de almas afrodiaspóricas’
Dino d’Santiago celebra álbum com Criolo e Amaro Freitas: ‘Encontro de almas afrodiaspóricas’
Foto: Divulgação
Apoie Siga-nos no

O português de ascendência cabo-verdiana Dino d’Santiago é um apaixonado pela cultura brasileira, tem gravações com BaianaSystem, Lueji Luna e Emicida, e mantém em sua biblioteca mais de mil livros do Brasil, a maioria ligada de alguma forma à diáspora africana.

Dino, um dos mais importantes artistas de Portugal, se uniu recentemente a Criolo e Amaro Freitas para apresentar um dos grandes álbuns de 2026. Criolo, Amaro & Dino chega agora em vinil pela Três Selos Rocinante, com capa de Vik Muniz.

Em entrevista a CartaCapital, Dino exaltou “o encontro de três almas” que se conectaram na tradição afrodiaspórica: “Vida e a música felizmente ofereceram a oportunidade de nos juntarmos”. O encontro musical é o mais importante projeto desenvolvido por ele com brasileiros.

O bem-sucedido álbum reúne linhagens distintas, poética de resistência e espiritualidade, ancestralidade e beats contemporâneos. Trata-se de um trabalho urgente e evocativo.

“O disco tem música em crioulo cabo-verdiano, português, francês e inglês”, explica Dino, que incorporou ao projeto o ritmo funaná de Cabo Verde. “E ainda a linguagem do Amaro no piano e o rap do Criolo. Não esperava, em um tempo tão digital e rápido, que as pessoas quisessem ouvir um disco feito de uma forma tão orgânica. O álbum contrasta com a realidade.

O músico português diz que já era fã de Criolo desde o disco Nó na Orelha (2011), segundo trabalho solo do rapper. “Foi um álbum que influenciou a minha caminhada até Cabo Verde, para me descobrir enquanto africano nascido em sua diáspora, na Europa, no sul de Portugal.”

O contato com Amaro Freitas, por outro lado, é mais recente. “Simplesmente o músico mais incrível da minha geração, sem qualquer dúvida. Nunca conheci alguém que respirasse música dessa forma.” Segundo Dino, Amaro transborda “genialidade, com coração de ouro”. 

Ele disse também que teve no Brasil a oportunidade de se aprofundar nas expressões artísticas e nos pensamentos sobre a população negra. “Independentemente do lugar, as feridas no corpo africano da diáspora são as mesmas. Mas cada vez que atravesso o oceano, sei que vou trazer muita riqueza (do Brasil).

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo