Catto: Estar no palco sendo uma pessoa trans é um grito de liberdade
Dia Nacional da Visibilidade Trans é um convite à reflexão sobre a cultura e o caráter inevitavelmente político de sua presença nos palcos, afirma a cantora
“Caminhos Selvagens”, o quinto álbum de estúdio da cantora e compositora Catto, ficou entre os melhores de 2025. No trabalho, ela explora suas memórias, com canções confessionais e dramáticas. “Foi um trabalho mais profundo, em que mergulhei nos meus absurdos”, define ela em entrevista a CartaCapital. “Foi a confirmação de meu espaço”.
Antes de “Caminhos Selvagens” Catto apresentou “Belezas São Coisas Acesas por Dentro”, álbum de 2023 no qual canta o repertório de Gal Costa. Segundo Catto, o disco não foi sobre a voz de Gal, mas o seu papel de transgressora e de valorização do poder feminino.
Catto faz três shows no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, nos dias 30 e 31 de janeiro e em 1º de fevereiro. O repertório base do show é o novo disco, mas também terá canções de trabalhos anteriores, desde o seu primeiro projeto musical, o EP “Saga” (2009). “Estar em cima do palco, sendo uma pessoa trans, inevitavelmente é um grito de liberdade”, afirma. “Não existe como eu não ser política.”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



