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Pernambuco chega à reta final da campanha com eleição ainda em aberto

Pesquisas recentes colocam Raquel Lyra na frente, mas João Campos já encurtou a distância e promete travar uma disputa voto a voto

Pernambuco chega à reta final da campanha com eleição ainda em aberto
Pernambuco chega à reta final da campanha com eleição ainda em aberto
Raquel Lyra e João Campos lideram a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas – Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Eleições 2026

Por Priscila Lapa e Sandro Prado*

A eleição em Pernambuco é uma das disputas estaduais mais acirradas do País. A corrida para o Palácio do Campo das Princesas é marcada por uma polarização entre a atual governadora, Raquel Lyra, do PSD, e o ex-prefeito do Recife João Campos, do PSB. Já a eleição para o Senado apresenta um cenário fragmentado, com diferentes grupos políticos disputando duas vagas.

As pesquisas apontam vantagem numérica para Lyra. A visibilidade do governo, junto com a presença institucional nos municípios, ajuda a fortalecer a sua imagem para a reeleição. A governadora possui boa posição junto ao eleitorado do interior pernambucano. É nesse ponto que ela apresenta uma de suas maiores forças, o que pode se transformar em uma vantagem importante na reta final da campanha.

Do outro lado está Campos, um dos políticos mais conhecidos da nova geração em Pernambuco. Bisneto de Miguel Arraes e filho de Eduardo Campos, ele carrega um dos sobrenomes mais importantes da história política do Estado e construiu sua trajetória ao comandar a Prefeitura do Recife. Sua principal base eleitoral está na Região Metropolitana.

A experiência administrativa na capital e a forte presença nas redes sociais ajudaram a transformá-lo em uma figura de grande visibilidade. Com um primeiro mandato como prefeito quase sem oposição, Campos viu sua presença digital e popularidade sofrerem desgastes a partir da eleição 2024, com forças adversárias apontando fragilidades na gestão municipal.

Em um distante terceiro lugar aparece Ivan Moraes, do PSOL, que enfrenta um desafio bastante diferente dos dois principais candidatos: conquistar visibilidade em uma eleição polarizada.

A corrida pelo Senado

Se a corrida pelo governo de Pernambuco possui dois protagonistas, a disputa pelo Senado apresenta um cenário aberto. No campo político de João Campos e do presidente Lula, dois nomes se destacam. O primeiro é Humberto Costa, senador há 16 anos pelo PT, que possui uma trajetória consolidada na esquerda pernambucana. Ao seu lado está Marília Arraes, do PDT, que disputou o segundo turno da eleição para o governo de Pernambuco em 2022, o que a torna uma candidata bastante competitiva.

Do lado de Raquel Lyra, aparecem Eduardo da Fonte, do PP, e Túlio Gadelha, que migrou para o PSD, partido da governadora. Fonte possui uma longa trajetória eleitoral e uma estrutura política consolidada em Pernambuco. Gadelha aproximou sua candidatura da estrutura política estadual, e tenta disputa por espaço no eleitorado conservador.

Mendonça Filho, ex-ministro da Educação e candidato pelo PL, corre por fora. Ele procura representar o eleitorado identificado com o campo conservador e com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Uma boa performance de Lyra poderá beneficiar seus aliados. Da mesma forma, o desempenho de Campos poderá ajudar Costa e Arraes. Mas a eleição para o Senado possui uma característica própria: é um voto mais volátil, o que torna a eleição menos previsível.

* Priscila Lapa é jornalista e doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Sandro Prado é economista e professor da Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco (FCAP/UPE).

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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