Mundo

Recorde de mortes no Mediterrâneo em 2016

Nações Unidas estimam que ao menos 5 mil migrantes tenham morrido ao tentar atravessar o mar rumo à Europa em embarcações precárias

Apoie Siga-nos no

Ao menos 90 pessoas estão desaparecidas após dois naufrágios na costa da Itália, elevando o número de migrantes mortos no Mar Mediterrâneo em 2016 para pelo menos 5 mil, um novo recorde, divulgaram agências da ONU na sexta-feira 23.

O porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Joel Millman, disse que os 63 sobreviventes de um naufrágio relataram que estavam inicialmente a bordo entre 120 e 140 pessoas. Num outro naufrágio na quinta-feira, terão sobrevivido 80 pessoas, e estima-se que outras 40 tenham morrido.

O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), William Spindler, disse também que ao menos 100 pessoas morreram em desastres recentes no Mediterrâneo. Segundo o Acnur, uma média de 14 pessoas por dia morreu no mar neste ano.

No ano passado, 3.711 mil migrantes perderam a vida ao tentar chegar à Europa pelo Mediterrâneo, de acordo com a ONU. “As condições no mar são difíceis e tem o clima do inverno. Quando a embarcação vira, as chances de sobreviver são poucas”, disse Millman.

Em outubro deste ano, a ONU já havia declarado 2016 como o ano mais mortal para os migrantes que tentaram chegar ao continente europeu por mar. Naquele mês, as autoridades já haviam registrado a morte de 3,8 mil migrantes.

As mortes aumentaram acentuadamente este ano porque os traficantes ou atravessadores de migrantes usaram barcos de baixa qualidade e enviaram mais barcos simultaneamente e devido ao mau tempo, ressaltou Spindler. As embarcações costumam viajar superlotadas.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo