Política

Em áudio, Queiroz xinga promotores e diz que investigação ‘até demorou’

O ex-assessor se refere à investigação sobre movimentações atípicas em sua conta da ordem de 1,2 milhão

Em áudio, Queiroz xinga promotores e diz que investigação ‘até demorou’
Em áudio, Queiroz xinga promotores e diz que investigação ‘até demorou’
Foto: Reprodução Em novo áudio, Queiroz xinga promotores e diz que investigação sobre seu caso "até demorou". Foto: Reprodução)
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Em novo áudio divulgado pela colunista Constança Rezende, do UOL, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício Queiroz aparece xingando promotores do Ministério Público do Rio e diz que a investigação sobre o seu caso “até demorou”.

Em conversa com um interlocutor, Queiroz diz: “esses depoimentos, eles vão lá e pegam mesmo, esses filhas da puta, rapá. Até demorou a pegar. Agostinho foi depor em 11 de janeiro e já publicaram o depoimento dele na íntegra”.

No áudio, Queiróz se refere ao inquérito aberto a partir do relatório do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), que identificou “movimentações atípicas” em sua conta, no valor de R$ 1,2 milhão. Agostinho, a quem se refere, é Agostinho Moraes da Silva, ex-funcionário do gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) e a única testemunha a depor no caso. Agostinho disse ao Ministério Público do Rio, no dia 11 de janeiro, que depositava dois terços do salário na conta de Queiroz- cerca de R$ 4 mil.

 

A apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre as movimentações suspeitas de Queiroz foi paralisada no dia 15 de julho, depois do ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), acolher um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro contra o compartilhamento de dados por órgãos de controle sem autorização judicial prévia. A decisão, diz a colunista com base em levantamento do MPF (Ministério Público Federal), teria gerado um efeito cascata e levado à paralisação de 700 investigações e ações penais, segundo levantamento do MPF (Ministério Público Federal).

Ao UOL, a defesa de Queiroz disse que não irá se pronunciar sobre o conteúdo do áudio.

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