Política
Ao vivo: STF reinicia julgamento sobre prisão após 2ª instância
Três ministros votaram a favor da execução da pena em 2º grau; apenas Marco Aurélio Mello se manifestou contrário
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quinta-feira 24, o julgamento que trata da prisão após condenação em 2ª instância. A sessão começa com o voto da ministra Rosa Weber. O placar está 3 a 1 a favor da execução da pena antes do “trânsito em julgado”, expressão que significa o esgotamento de todos os recursos possíveis pelo réu condenado em 2º grau.
Antes da ministra, votaram os ministros Marco Aurélio Mello (contra), Alexandre de Moraes (a favor), Edson Fachin (a favor) e Luís Roberto Barroso (a favor), durante sessão na quarta-feira 23. Ainda faltam os votos dos ministros Luiz Fux, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e, por fim, o presidente Dias Toffoli, nessa ordem.
A Corte julga três Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) movidas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelos partidos PCdoB e Patriota. As ações questionam a legalidade da prisão após 2ª instância em relação ao princípio de presunção de inocência. No entendimento atual do STF, adotado em 2016, o réu que for condenado em 2ª instância pode ser preso e deve esperar, na cadeia, o desenrolar de novos recursos.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso o STF desista do entendimento adotado em 2016, podem ser beneficiadas 4.895 mil pessoas que hoje são alvo de mandado de prisão por condenação em 2ª instância. O caso mais notório é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba desde abril de 2018, após condenação em 2º grau no processo do tríplex do Guarujá (SP).
Confira ao vivo:
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



